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Brasil O presidente Michel Temer exonera mais oito ministros para participar da votação da segunda denúncia contra ele na Câmara dos Deputados

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Seis por cento dos brasileiros avaliam o governo Temer como ótimo ou bom. (Foto: AE)

O presidente Michel Temer exonerou nesta sexta-feira (20) oito ministros dos 12 que também são deputados federais. O objetivo é garantir votos contra a segunda denúncia feita contra o peemedebista pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

A votação está prevista para o dia 25 deste mês. Com as exonerações desta sexta-feira, chega a nove o número de ministros que estão fora de seus cargos para ajudar o presidente na votação da denúncia.

Foram exonerados os seguintes ministros nesta sexta:

Antonio Imbassahy – Secretaria de Governo
Bruno Cavalcanti de Araújo – Ministro das Cidades
Sarney Filho – Ministro do Meio Ambiente
Leonardo Picciani – Ministro do Esporte
Marx Beltrão – Ministro do Turismo
Maurício Quintella Lessa – Ministro dos Transportes
Mendonça Filho – Ministro da Educação
Ronaldo Nogueira – Ministro do Trabalho

Essa mesma estratégia foi usada quando a Câmara analisou a primeira denúncia contra Temer, por corrupção passiva. Temer já havia exonerado na quarta-feira (18) os ministros Fernando Bezerra Coelho Filho, de Minas e Energia, Raul Jungmann, da Defesa. Ambos são do PSB.

O objetivo era frustrar os planos de uma ala do PSB que planejava uma manobra para conseguir indicar opositores do presidente Michel Temer à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), e assim barrar um parecer contrário à denúncia da PGR contra o presidente, que acabou aprovado.

Jungmann, entretanto, foi nomeado novamente como ministro nesta sexta-feira. Para o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), a exoneração dos ministros é uma “manobra clara” do Palácio do Planalto, que “interferiu dentro da bancada, no desejo de blindar Michel Temer tirando ministros para que possa alterar a votação de um parecer aqui na CCJ”.

Entre os argumentos que chegaram a membros da bancada do PSB para justificar as exonerações está a proximidade do fim do prazo para que deputados apresentem emendas ao Orçamento – recursos que serão destinados a obras em seus Estados.

A denúncia 

Temer foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de organização criminosa e obstrução da Justiça, e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), por organização criminosa. Segundo a PGR, o grupo do PMDB ao qual eles pertencem atuou em estatais e em ministérios para obter propina. A procuradoria afirma, ainda, que Temer é o chefe da organização criminosa.

A defesa do presidente nega e diz que a denúncia é “libelo contra a democracia” e não tem “elemento confiável de prova”. Na quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou, por 39 votos a 26 (e 1 abstenção), o relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que propõe a rejeição da denúncia contra Temer e os ministros Padilha e Moreira Franco.

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