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Brasil O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil chama de vedete o juiz Marcelo Bretas, responsável pela operação Lava-Jato no Rio de Janeiro

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Juiz está atento a caso de Flávio Bonazza. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo)

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, classificou como “vedetismo judicial” as declarações do juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro, publicadas em entrevista à revista Época.

Deslumbramento

“É um deslumbramento, uma exposição pública, de ginástica, corrida, jogos de futebol, mensagens religiosas. É o ativismo elevado à décima potência pelo doutor Marcelo Bretas”, disse Santa Cruz, que questionou o propósito do magistrado. “O que ele faz é política partidária”.

O presidente da OAB também criticou a postura de Bretas que reconheceu falha na Operação Lava-Jato por não ter apresentado denúncias relacionadas ao Judiciário e ao Ministério Público. “O que me preocupa é essa transmutação, essa mudança do papel do juiz no ativismo e no vedetismo, numa espécie de pessoa pública que pode falar de tudo e de todos, sem prova, fora dos autos, atacando ministros do Supremo, a reputação de instâncias superiores do Judiciário. O doutor Marcelo Bretas é uma vedete, não um juiz”.

Jogo de vaidade

De acordo com o presidente da OAB, a promoção dos juízes nas redes sociais se tornou um jogo de vaidade e de popularidade. “A Lava-Jato do Rio tem inovado porque ela é quase um partido político”, afirmou.

Em entrevista à revista, Bretas relacionou sua exposição em redes sociais como um momento especial, de superação de um quadro depressivo: “Não tem nada a ver com deslumbramento”.

“Juiz não é liderança política, não é comentarista. Juiz fala nos autos, tem que ser imparcial. É gravíssimo que a gente crie um modelo em que os juízes sejam justiceiros”, afirmou Santa Cruz.

O presidente da OAB lembrou que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) já discute uma limitação ao uso das redes pelos magistrados.

Supremo e entrada na política

Santa Cruz também fez duras críticas ao comentário de Bretas sobre a possibilidade de futura nomeação ao STF e por ele não rechaçar de forma contundente a hipótese de ingressar na política. “Quando ele reconhece que pode ser um quadro político, faria por bem à própria Lava-Jato que se afastasse dela”, disse.

O magistrado relatou que não é seu projeto de vida, mas que sabe que “ser ministro do Supremo é uma promoção ao topo da carreira. É o auge, o topo, uma honra”. Sobre entrar na política, Bretas titubeou: “Olha… garantir que nunca vou entrar na política… Estou com 49 anos… É… Não consigo imaginar, não”.

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