Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de junho de 2018
Durante um evento público nessa segunda-feira, o presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, afirmou que o partido mantém a pré-candidatura do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), ao Palácio do Planalto na eleição deste ano. O dirigente da sigla rechaçou especulações sobre uma possível aliança com o presidenciável Ciro Gomes, do PDT. Ele frisou, no entanto, que o Democratas “tem conversado com todo mundo” e que “muitas são as alternativas”.
“Nós temos uma agenda para o País e o próprio Rodrigo Maia tem dito isso”, declarou ACM Neto. “Não adianta cogitar nada neste momento. Não quero alimentar as especulações que eu tenho visto na imprensa, mas temos que manter a calma e reforçar o diálogo entre os partidos.”
A manifestação foi feita dias após o jornal “O Estado de S. Paulo” afirmar que Maia já estaria articulada a sua reeleição para a presidência da Câmara dos Deputados. A informação confundiu muita gente e fez crescerem as especulações de que o DEM e o PP, que têm atuado de forma conjunta nas negociações sobre alianças nacionais, poderiam apoiar Ciro, levando mais para o centro para o centro a pré-candidatura do ex-ministro e ex-governador do Ceará.
Maia
Nessa segunda-feira, Maia minimizou os rumores de que o DEM possa estar se aproximando da candidatura de Ciro Gomes. De acordo com o parlamentar fluminense, se for levado em conta o histórico dos partidos e a hipótese de sua desistência da disputa pelo Presidência da República, “o cenário natural e mais provável” seria incluir primeiramente o PSDB do ex-governador Geraldo Alckmin nas tratativas.
“Na verdade, ainda não conversei nenhuma vez com o Ciro, mas isso não significa que não vá dialogar com ele”, admitiu Maia, que nessa segunda-feira participou, em São Paulo, de uma conferência do grupo financeiro multinacional Goldman Sachs. “Agora, nós do DEM mantemos uma relação histórica com os tucanos. Claro que é mais natural para o DEM, se a nossa decisão for não ter candidato, conversar primeiro com o PSDB.”
Alckmin
Para crescer durante a campanha presidencial, Geraldo Alckmin deve intensificar os trabalhos em busca da aglutinação de partidos que lhe gere mais tempo de TV e, assim, diminuir a pulverização entre os eleitores do centro. O cientista político Luiz Felipe D’Ávila, coordenador do programa de governo tucano, manifestou otimismo com o resultado da pesquisa de intenções de voto divulgada no último fim-de-semana pelo instituto Datafolha.
O levantamento coloca o ex-governador aparece em quinto lugar para o primeiro turno, com 6% das intenções de voto em cenários que contemplem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse índice sobe para 7% caso o líder petista fique de fora da disputa. Em um eventual segundo turno sem Lula, Alckmin empataria tecnicamente com Ciro Gomes (PDT) ou Jair Bolsonaro (PSL), mas ganharia do ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT).
“Ficamos muito contentes com o resultado”, disse D’Ávila. “Vamos trabalhar firme nos próximos 30 dias porque temos chance de aglutinar mais partidos e podemos ir com maior robustez para a campanha oficial. A pesquisa mostra que estamos no caminho certo. A atual pulverização do centro é o que tem impedido o crescimento dos candidatos.”
Quanto aos eleitores indecisos, que também estarão entre os objetivos do PSDB durante a campanha, o cientista político acredita que o nível de brancos e nulos tende a cair “quando a eleição entrar no radar das pessoas”, ou seja, quando a campanha começar, de fato.
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