Terça-feira, 28 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 30 de julho de 2018
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (30) que estaria disposto a se encontrar com o presidente do Irã, Hassan Rouhani, para discutir novos termos para um acordo nuclear. “Eu certamente me encontraria com o Irã se eles quisessem […] Eu não sei se eles estão prontos ainda, eles estão tendo dificuldades agora”, afirmou durante uma entrevista coletiva na Casa Branca.
Trump retirou o país do acordo global firmado em 2015 entre o Irã e seis potências mundiais: Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha, fruto de uma negociação que levou quase nove anos.
O presidente acrescentou que faria uma reunião com o governo iraniano sem “condições prévias”, frisando que um encontro só dependeria da vontade do Irã. “Se eles quiserem se encontrar, eu me encontrarei”, comentou.
“Terminei o acordo com o Irã. Foi um negócio ridículo. E eu não faço isso por força ou por fraqueza. Eu acho que é uma coisa apropriada para fazer. Se pudéssemos descobrir algo significativo, não o desperdício de papel que o outro era”, destacou, mantendo a linha crítica que o fez sair do acordo.
O acordo chamado de P5+1, grupo de países que negociou com o governo iraniano, buscava garantias de que o Irã reduzisse significativamente sua atividade nuclear por temer que o país pudesse construir uma arma atômica.
Os comentários de Donald Trump amenizaram o tom que ele vinha trazendo até agora sobre o governo iraniano.
Em outras ocasiões, além de desqualificar o acordo, Trump acusava o governo iraniano de financiar o terrorismo e grupos extremistas.
Há oito dias o líder iraniano fez duras declarações contra Trump e disse que a hostilidade da atual política norte-americana poderia levar o mundo ao que chamou de a “mãe de todas as guerras”. Horas antes da declaração de Trump, Teerã havia descartado dialogar com Washington.
As declarações de Donald Trump sobre a abertura para um encontro e ao diálogo com o Irã foram feitas durante uma coletiva concedida por ele ao lado do primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, que visitou Washington nesta segunda-feira.
Ameaças
O Irã jamais manterá negociações com os Estados Unidos sob clima de ameaça ou exigências consideradas excessivas. A declaração foi do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Bahram Qasemi, na semana passada.
“O governo dos Estados Unidos deve se esquecer para sempre de realizar negociações com o Irã de modo unilateral, com avareza e sob a sombra de ameaças”, ressaltou Qasemi em comunicado.
O porta-voz iraniano esclareceu que, na atualidade, assim como no passado, “não há confiança nas declarações e atitudes das autoridades americanas para dialogar”.
O presidente americano, Donald Trump, disse em discurso que recente que seu governo estaria disposto a alcançar “um acordo real” com o Irã, não como o pacto nuclear de 2015 assinado pela administração anterior, que ele voltou a qualificar de “desastre”.
Recentemente, Trump também se mostrou confiante de que a República Islâmica aceitaria um novo tratamento porque está tendo “muitos problemas e sua economia está afundando”.
Trump decidiu em maio deste ano retirar os EUA do acordo nuclear multilateral e voltar a impor sanções ao Irã, que entrarão em vigor em agosto e novembro.
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