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Economia O presidente Temer disse que aprovar a Previdência agora adia uma reforma “muito mais radical”

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(Foto: Agência Brasil)

O presidente Michel Temer disse nesta quarta-feira (27) que aprovar a reforma da Previdência agora vai adiar uma mudança “muito mais radical” nas regras previdenciárias. Ele citou medidas tomadas por nações europeias, como o corte de vencimentos de servidores públicos, que, segundo Temer, poderão ser necessárias no futuro caso a reforma não passe.

O presidente discursou durante um evento de assinatura da criação da zona de processamento de exportações do porto de Açu, no Estado do Rio de Janeiro. Temer aproveitou a ocasião para defender as reformas do governo, em especial a da Previdência, que classificou de “fundamental”.

“Se nós não fizermos agora, não haverá um candidato a governador, não haverá um candidato presidente, não haverá um candidato a deputado federal, a senador que não tenha que tocar no assunto, porque será cobrado a respeito da reforma da Previdência. E, sobre ser cobrado, ainda quando tiver que fazê-la, terá que fazer uma reforma muito mais radical, radical do tipo daquela que ocorreu em estados europeus, e que houve cortes de pensão, de 20, 30%, houve corte de vencimento de servidores públicos”, afirmou o presidente.

“Portanto, quando fazemos agora uma transição da Previdência, uma reforma da Previdência, estamos adiando essa, digamos assim, radicalidade com que se há de fazer a reforma da Previdência mais adiante”, concluiu Temer.

Inicialmente, o governo previa votar a reforma na Câmara ainda em dezembro, por considerar o tema de difícil análise em ano eleitoral. Após semanas de negociação, ao perceber que ainda não tinha votos suficientes, anunciou a votação para fevereiro. No discurso desta quinta, o presidente disse que a reforma será aprovada naquele mês.

Segundo Temer, assim como aconteceu com outras propostas do governo que se tornaram leis, como a reforma trabalhista e o teto dos gastos públicos, a da Previdência está vencendo a resistência inicial.

Simplificação das leis tributárias

Temer afirmou ainda que, passada a reforma da Previdência, o governo vai propor uma simplificação das leis tributárias. Em discursos recentes, o presidente já havia feito referência a essa medida. Ele não deu detalhes do que será a proposta, mas afirmou que será o fechamento do “ciclo reformista” de seu governo.

“Logo após a Previdência, faremos uma simplificação tributária no país […] Nós vamos desburocratizar fazendo uma simplificação tributária. Com isso, vamos fechar o ciclo reformista no país”, afirmou o presidente.

Fevereiro

O relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), divulgou no dia 14 de dezembro que a leitura da proposta em plenário foi adiada para 5 de fevereiro do ano que vem.

“Achamos que não seria conveniente, poderia parecer que estávamos colocando esse projeto em um dia esvaziado com o propósito de evitar a discussão, o que não é o caso, pelo contrário”, afirmou naquele momento.

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