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Brasil O primeiro-ministro da Espanha compara o seu país ao Brasil e defende as reformas de Michel Temer

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O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, e o presidente Michel Temer, se reuniram no Palácio do Planalto. (Foto: Reprodução)

O primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy defendeu que o Brasil passe por reformas para superar a crise, na abertura de um evento empresarial em São Paulo, nessa terça-feira.

“O Brasil está enfrentando uma difícil situação econômica, mas é um país com uma enorme capacidade de recuperação”, disse Rajoy. “As reformas são necessárias sempre. E são necessárias para que a economia seja cada vez mais competitiva.”

Ele fez analogias entre a atual situação brasileira e a crise vivida pela Espanha, que passou por uma agenda reformista em 2012.

Seu discurso se alinhou às falas do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, também presentes ao evento realizado pela Câmara Espanhola de Comércio.

Depois de ressaltar os esforços do governo no andamento das reformas trabalhista e Previdenciária, Aloysio Nunes falou à plateia de empresários e executivos espanhóis que pretende enfrentar a questão tributária.

Ele disse que não pode garantir uma redução drástica da carga tributária mas prometeu combater as burocracias que atrapalham o trabalho de empresários e foi em seguida aplaudido pela plateia.

O ministro mencionou o desgaste sofrido na imagem dos políticos atingidos pelas investigações da Lava-Jato. “É claro que nós políticos estamos imersos num mundo conflituoso, e que a política se faz no dia a dia, sujeito a intrigas.

No caso do Brasil, agora, há uma grande atividade judiciária envolvendo a relação entre políticos e as empresas, o que dá mais um sinal da solidez das nossas instituições”, disse Aloysio Nunes, ele próprio alvo da abertura de inquéritos autorizada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

O ministro Marcos Pereira preferiu mencionar as reuniões que tem tido com representantes espanhóis “para tratar sobre os avanços das negociações para o acordo entre Mercosul e União Europeia”.

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