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Brasil O processo da mulher de Eduardo Cunha espera acordo internacional

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Outro costume mantido pelo ex-deputado é o de cuidar da própria defesa, muitas vezes surpreendendo os advogados (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Enquanto o deputado cassado Eduardo Cunha foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, o processo contra a jornalista Cláudia Cruz, sua mulher, tramita devagar na Justiça Federal de Curitiba (PR). A ação aguarda cooperação jurídica internacional entre Brasil, Suíça e Singapura – países onde ficavam as contas que, segundo as investigações da Operação Lava-Jato, seriam abastecidas com propina e eram vinculadas aos cartões de crédito utilizados por Cláudia.

Ela fez gastos em lojas de grife e bens de luxo no exterior. A jornalista é acusada de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A tese da defesa é de que a ré desconhecia a origem dos recursos das contas vinculadas aos seus cartões de crédito.

DELAÇÃO PREMIADA

Mesmo que a possibilidade cresça à medida em que o tempo passe, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso há cinco meses e agora condenado na Operação Lava-Jato, ainda está em uma situação considerada difícil para fechar um acordo de delação premiada.

Na visão de investigadores da Lava-Jato, o político teria de apresentar um sistema registrado de corrupção, misturando dados relevantes com provas efetivas, para fechar eventual colaboração e evitar, assim, que o seu quadro seja consolidado com muitos anos em regime fechado. Cunha foi condenado a mais de 15 anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava-Jato.

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