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Brasil O programa Mais Médicos é usado para “financiar a ditadura” cubana, disse Carlos Bolsonaro

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O programa tem atualmente 18.240 vagas, das quais 8.332 são preenchidas por cubanos. (Foto: Reprodução/Twitter)

O vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) defendeu na manhã desta quinta-feira (15), no Twitter, o posicionamento de seu pai, o presidente eleito Jair Bolsonaro, em relação ao programa Mais Médicos. Cuba anunciou na quarta-feira (14) que decidiu encerrar a parceira com o governo brasileiro no programa. Carlos afirmou que o Mais Médicos “é usado como pretexto para financiar fortemente e regularmente a ditadura, tudo na base da exploração desumana”.

Segundo o vereador,  o presidente eleito “só pediu liberdade aos cubanos e pagamento integral de seus salários”

O programa tem atualmente 18.240 vagas, das quais 8.332 são preenchidas por cubanos. O Ministério da Saúde informou que irá abrir um edital nos próximos dias para contratar novos profissionais. Os candidatos brasileiros terão prioridade na convocação, como já ocorria nos editais anteriores.

Edital

Após o anúncio da saída dos profissionais cubanos do programa Mais Médicos, o Ministério da Saúde informou que irá abrir um edital nos próximos dias para contratar novos profissionais. Os candidatos brasileiros terão prioridade na convocação, como já ocorria nos editais anteriores.

O programa tem atualmente 18.240 vagas, das quais 8.332 são preenchidas por cubanos. Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Mauro Junqueira, 1.600 vagas não estão ocupadas atualmente.

O ministério informou que outras medidas para ampliar a participação de brasileiros vinham sendo estudadas, como a negociação com os formados por meio do Programa de Financiamento Estudantil. Assim, a pasta irá conversar com a equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro sobre a necessidade de adotar essas ações.

“O Ministério da Saúde recebeu nesta manhã (14) o comunicado da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), no qual o governo cubano informa que encerrou sua parceira no programa Mais Médicos. Diante do fato, o governo federal está adotando todas as medidas para garantir a assistência dos brasileiros atendidos pelas equipes da Saúde da Família que contam com profissionais de Cuba”, informou a pasta em nota.

A CMN (Confederação Nacional dos Municípios) divulgou uma nota nesta quinta-feira (15) na qual informou que a saída de cubanos do programa Mais Médicos afetará 28 milhões de pessoas.

Na quarta (14), o presidente eleito, Jair Bolsonaro, informou que o governo cubano decidiu deixar o programa por não concordar com testes de capacidade.

O Ministério de Saúde Pública de Cuba, contudo, informou ter tomado a decisão em razão de “declarações ameaçadoras e depreciativas” de Bolsonaro. Em agosto, ainda em campanha, Bolsonaro declarou que”expulsaria” os médicos cubanos do Brasil.

“O valor do Programa Mais Médicos (PMM), ecoado nos diversos cantos do Brasil, demonstrou ser uma das principais conquistas do movimento municipalista frente à dificuldade de realizar a atenção básica, com a interiorização e a fixação de profissionais médicos em regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais”, afirmou a CNM em nota.

“Entre os 1.575 Municípios que possuem somente médico cubano do programa, 80% possuem menos de 20 mil habitantes. Dessa forma, a saída desses médicos sem a garantia de outros profissionais pode gerar a desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas”, acrescentou a entidade.

 

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