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Política O PSDB debate a data das prévias para presidente da República e quem pode votar. O governador gaúcho é um dos pré-candidatos

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Chefe do Executivo gaúcho trabalhou durante quatro dias em sistema remoto. (Foto: Maurício Tonetto/Palácio Piratini)

A comissão partidária responsável pelas prévias no PSDB abriu os trabalhos para definir as regras que serão seguidas na escolha do candidato da sigla ao Planalto em 2022. O grupo vai debater as propostas que vão de votos de todos os filiados a só dos ocupantes de cargos, e envolvem até o adiamento da escolha, atualmente prevista para 17 de outubro deste ano.

A missão do grupo organizador vai ser principalmente equilibrar interesses dos postulantes. A disputa mal começou e já há divergências sobre o formato. Enquanto o governador de São Paulo, João Doria, defende o voto direto de todos os filiados no partido, o líder do PSDB no Senado, Izalci Lucas (DF), avalia que deve haver diferentes pesos entre os filiados e puxadores de votos.

O senador cearense Tasso Jereissati, por sua vez, declarou, em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, ser a favor do adiamento do processo eleitoral interno para o ano que vem.

“Sou defensor das prévias, que devem ser com todos os filiados no País, democraticamente”, disse Doria.

Coordenador da comissão, o ex-deputado e ex- presidente nacional José Anibal se mostrou reticente com a possibilidade de voto direto nas prévias. Esse modelo permitiria a 1,4 milhão de filiados ao PSDB direito a voto. Ainda assim, Anibal promete pacificar o processo e prega a conciliação.

“É difícil organizar a votação para todos os filiados. Ainda assim, isso não vai ser tratado como tiroteio, mas com diálogo”, afirmou Anibal, que incumbiu um assessor da Fundação Teotônio Vilela para levantar exemplos de prévias em partidos norte-americanos e europeus. A ideia é ter parâmetros para as prévias.

O grupo coordenado por Aníbal é formado por outros seis membros. Um deles, o ex-deputado mineiro Marcus Pestana, demonstrou que a proposta de voto direto ainda não é consenso no comitê.

“Há uma tradição nos partidos, em que o quadro de filiados tem muitas filiações cartoriais. A pessoa (filiada) não é propriamente militante. Fazer uma eleição com mais de um milhão de filiados… Tem que pensar nos prós e contras.”

Além de Doria, outros dois membros da sigla manifestaram interesse em participar das prévias: o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio. No fim de semana, Tasso disse ao jornal “O Estado de S. Paulo” que se seu nome “servir para unir”, vai “trabalhar nessa direção”.

Segundo o cronograma da Executiva Nacional, a comissão das prévias deve apresentar as regras da disputa até 31 de maio. Se aprovadas, os candidatos terão até 10 de agosto para se inscrever.

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