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Brasil O PSDB “está evoluindo naturalmente para a saída do governo”, diz o presidente do partido

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Tasso Jereissati, presidente em exercício do PSDB. (Foto: ABr)

No comando de quatro pastas na Esplanada dos Ministérios, o PSDB se articula internamente para desembarcar do governo Michel Temer. O presidente em exercício do partido, senador Tasso Jereissati (CE), afirmou que, nos últimos dias, a sigla “está evoluindo naturalmente para a saída do governo”.

Atualmente, o PSDB está à frente dos ministérios das Relações Exteriores, das Cidades, da Secretaria de Governo e dos Direitos Humanos. O dirigente ressaltou que, se vier a entregar os ministérios que ocupa na gestão do peemedebista, o PSDB não irá fazer oposição a Temer. Segundo Tasso, a articulação para que a legenda deixe o governo federal tem ocorrido “sem nenhuma imposição” dos caciques tucanos.

“Eu diria que, nos últimos dias, o partido, sem nenhuma imposição de lideranças, está evoluindo naturalmente para a saída do governo. Não para fazer oposição ao governo Temer, mas para não participar mais do governo”, disse o presidente em exercício. Tasso assumiu interinamente o comando do PSDB em maio, quando o presidente efetivo, senador Aécio Neves (MG), foi afastado das atividades parlamentares por ordem do ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF (Supremo Tribunal Federal).

Aécio Neves

O Conselho de Ética do Senado deve arquivar uma representação contra Aécio Neves (PSDB-MG) por quebra de decoro parlamentar. Uma articulação entre o PSDB e o PMDB pretende adiar a análise de um recurso que pode reabrir o processo contra o tucano. Pela conta de senadores dos dois partidos, o processo deve ser arquivado com apenas cinco votos pela reabertura. Contudo, os partidos decidiram que “não se pode deixar Aécio na chuva” e o caso deve ser encerrado nesta quinta-feira (06).

A mudança de planos ocorreu depois do retorno de Aécio ao Senado na terça-feira. O tucano, que passou 46 dias longe das atividades políticas, teve a decisão de seu afastamento revista pelo STF. A representação de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) foi arquivada no mês passado pelo presidente do colegiado, João Alberto Souza (PMDB-MA), por “ausência de provas”.

Randolfe, com apoio de cinco senadores, recorreu da decisão por meio do recurso que será avaliado nesta quinta. Se aceito por maioria dos integrantes, o processo seria automaticamente reaberto. A acusação contra o senador tucano tem como base a delação do grupo J&F e gravação feita pelo empresário Joesley Batista em que Aécio é flagrado pedindo R$ 2 milhões, além de comentar iniciativas para tentar frear a Lava-Jato.

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