Quinta-feira, 12 de março de 2026

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Política O PT fará uma ofensiva nas redes sociais para comparar como Lula tem agido diante de suspeitas sobre o seu filho Lulinha e como Bolsonaro atuou em relação a acusações a seu filho Flávio

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o filho de Lula, Fábio Luís, o Lulinha. (Foto: Reprodução)

O avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas últimas pesquisas de intenção de voto para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez o PT dar uma guinada em sua estratégia. Agora, o partido lançará uma ofensiva nas redes sociais para comparar como Lula tem agido diante de suspeitas sobre o seu filho Fábio Luís, o Lulinha, e como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atuou em relação a acusações contra Flávio.

Em um dos vídeos, Bolsonaro aparece admitindo a blindagem a seus filhos. À época, Flávio era investigado, sob suspeita de comandar um esquema de “rachadinha” – quando era deputado estadual no Rio – para se apropriar de parte dos salários de funcionários do seu gabinete.

“Eu não vou esperar f… a minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele. Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro!”, afirmou Bolsonaro, em reunião ministerial em 22 de abril de 2020. Dois dias depois, o então ministro da Justiça, Sérgio Moro – hoje senador –, pediu demissão, acusando interferência na Polícia Federal.

Na tentativa de marcar a diferença, o vídeo produzido pelo PT traz trechos de declarações de Lula em defesa das diligências da PF sobre o desvio de recursos das aposentadorias do INSS. “Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”, diz o presidente.

Em sessão do mês passado, a CPI do INSS aprovou a quebra dos sigilos de Lulinha. Uma semana depois, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu a medida. Mas o processo, sob sigilo, vem sendo feito na esfera do STF, autorizado pelo ministro André Mendonça.

Na nova ofensiva do PT, que entrará nas redes, o secretário de Comunicação do partido, Éden Valadares, minimiza o crescimento de Flávio, mesmo sem citar o nome dele, apesar da preocupação com o desempenho inesperado do senador.

“É só sair pesquisa e as torcidas reagem, né? Quem está na frente comemora, quem está atrás se desespera. Não é razão nem para alegria, nem agonia”, avaliou o secretário, numa referência ao Datafolha.

Em conversas reservadas, porém, ministros admitem que governo e PT não conseguiram contra-atacar à altura aliados de Flávio na CPI do INSS, onde Lulinha virou alvo, nem jogar o escândalo do Master no colo dos bolsonaristas. Um interlocutor de Lula afirmou que, enquanto não houver “um rosto” para associar às falcatruas do Master, o governo ficará “sangrando”.

Espanha

Em recente conversa por telefone com Lulinha, que mora na Espanha, o presidente disse que o filho precisa prestar esclarecimentos o quanto antes. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que integra a defesa de Lulinha, afirmou que a quebra de sigilos mostrou movimentações financeiras “absolutamente regulares e lícitas”. Disse ainda que a relação de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, será explicada em petição ao STF.

Segundo o advogado, Lulinha está voltado “a outra atuação sobre a qual ele não pretende falar”, sem relação com a administração pública brasileira. “Uma atividade meramente privada. E está criando e educando seus filhos na Espanha já há bastante tempo, inclusive antes de passar a ser objeto dessas novas vilanias”, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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