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Política O PT gaúcho fecha a chapa majoritária para eleições no Rio Grande do Sul sem Dilma. Ela ainda pode concorrer por Minas Gerais

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A votação na Câmara que abriu caminho para o afastamento da então presidente completa dez anos nesta sexta-feira (17).(Foto: Arquivo/PR)

O Diretório Estadual do PT no Rio Grande do Sul marcou para o dia 9 de dezembro o anúncio da chapa majoritária que vai concorrer às eleições estaduais de 2018. A presidenta cassada Dilma Rousseff não faz parte da chapa que tem o ex-ministro Miguel Rossetto como pré-candidato ao governo e o senador Paulo Paim como indicado para disputar a reeleição.

A segunda vaga ao Senado e a vice de Rossetto serão oferecidas a possíveis aliados, de acordo com dirigentes do PT estadual. Com isso, as opções para Dilma concorrer a algum cargo eletivo nas eleições do ano que vem foram reduzidas.

Em reunião realizada no início da semana para definir o lançamento das pré-candidaturas, Dilma foi consultada e liberou o partido para usar as vagas na composição de alianças. “Não estou avaliando isso no momento”, disse ela, segundo relatos de participantes do encontro.

Segundo o deputado Pepe Vargas, ex-ministro de Dilma e presidente do PT gaúcho, embora a chapa já esteja fechada, a presidente cassada ainda pode ser candidata pelo Rio Grande do Sul “em qualquer hipótese”.

Minas Gerais

De acordo com pessoas próximas a Dilma, uma das opções é uma candidatura ao Senado por Minas, seu Estado natal. A presidente do PT mineiro, Cida de Jesus, fez um convite público para que a presidenta cassada dispute o pleito de 2018, mas com a demora de Dilma em se decidir outros nomes já ocupam o espaço.

Uma ala do PT mineiro defende a candidatura do deputado Reginaldo Lopes (MG) ao Senado. Outra prefere que as duas vagas sejam oferecidas a aliados em troca de apoio à reeleição do governador Fernando Pimentel (PT).

Resistência

Dirigentes do PT de Minas são refratários à participação de Dilma nas eleições locais do ano que vem. Eles temem que a presença da presidente cassada contamine a disputa estadual com temas nacionais e dificulte a reeleição de Pimentel.

Além disso o empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar (morto em 2011), hoje filiado ao PMDB, também é cotado para a vaga. Josué concorreu ao Senado em 2014, mas não foi eleito.

Segundo fontes do PT, ele sinalizou que gostaria de voltar a concorrer em 2018. No entanto, Josué é considerado o “vice dos sonhos” para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com lideranças petistas, a possibilidade de Dilma concorrer ao Senado por Minas depende de Josué aceitar ser o vice de Lula.

Escutas

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, afirmou no início dessa semana que não se arrepende de ter divulgado o áudio de uma conversa entre  Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A gravação, divulgada em março do ano passado, levantou polêmica por envolver a então presidente da República.

O magistrado fez as declarações no fórum Amarelas ao Vivo, da revista Veja. “Não me arrependo de forma nenhuma, embora tenha ficado consternado com a celeuma que a divulgação causou. Na minha opinião eu fiz o que a lei exigia e o que eu achei que era necessário”, destacou Moro.
As gravações ocorreram assim que Dilma anunciou Lula como ministro chefe da Casa Civil. O magistrado levantou o sigilo do processo, inclusive da gravação em que Dilma dizia para Lula que estava lhe enviando “o termo de posse”. Ele foi impedido de assumir o cargo pela Justiça e logo depois o impeachment de Dilma foi aprovado no Congresso. O caso também rendeu acusações de tentativa de obstrução de Justiça, já que na ocasião havia a iminência de um mandado de prisão ser cumprido contra Lula e empossado como ministro, a ordem não poderia ser cumprida.

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