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Política O que acontecerá com o ex-deputado federal Daniel Silveira após o Supremo derrubar o perdão concedido por Bolsonaro

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Maior parte dos envolvidos "famosos" na investigação, como o ex-deputado Daniel Silveira (foto), foi presa após condenação em outras apurações. (Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados)

O ex-deputado federal Daniel Silveira vive momentos de angústia. Preso desde fevereiro deste ano, o ex-parlamentar tem seu indulto julgado pela Supremo Tribunal Federal (STF): na quinta-feira (4), a Corte votou pela inconstitucionalidade da graça presidencial concedida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Por ora, são 6 votos contra 2 pela derrubada do decreto.

Até essa sexta (5), já ocorreram três sessões de julgamento, os ministros Rosa Weber, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Cármen Lúcia votaram a favor da derrubada. Já André Mendonça e Nunes Marques, indicados ao STF por Bolsonaro, votaram por manter o indulto a Daniel Silveira.

Apesar de já ter formado maioria, o julgamento da ação será retomado na próxima quarta-feira (10), com os votos dos ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux.

Caso, na próxima sessão, o STF conclua o julgamento e confirme a derrubada do indulto, Silveira volta a ser condenado em 8 anos e 9 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação. A Corte havia condenado o então deputado em 2022. Após o aval do STF, o relator poderá decretar ordem de prisão.

Com a derrubada do indulto concedido por Bolsonaro confirmada pelo Supremo, o cumprimento da prisão não é imediato. Neste caso, a Corte volta a julgar, desta vez os embargos de declaração. Caso sejam derrubados, é decretada a ordem de prisão. Por já estar atrás das grades desde fevereiro, por descumprir medidas cautelares, Silveira pode ter sua pena agravada com esta “recondenação”.

Condenações

Em fevereiro, um dia após o fim do seu mandato enquanto deputado federal e a perda de sua imunidade parlamentar, Daniel Silveira foi preso em Petrópolis, região serrana do Rio. A decisão de Moraes se deu após o descumprimento de medidas cautelares por parte do ex-parlamentar, restabelecendo, assim, a prisão. Atualmente, ele cumpre pena em uma cela coletiva na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8.

Silveira foi preso pela primeira vez por determinação de Moraes em fevereiro de 2021, após o então ter divulgado um vídeo no qual proferia ataques e ofensas aos ministros da corte. Um mês depois, o ministro concedeu prisão domiciliar a Silveira.

Em junho daquele ano, no entanto, Moraes apontou violações do monitoramento eletrônico e voltou a determinar a prisão. Em novembro, o ministro revogou a prisão e ordenou medidas cautelares, que estavam valendo até a sua prisão.

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