Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de julho de 2024
O poder de compra do brasileiro médio foi impactado negativamente em 3,78% por causa da reduflação no ano passado. O termo refere-se à diminuição do tamanho dos produtos, sem que as marcas reduzam os preços na mesma proporção. O dado foi retirado de um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
“O impacto da reduflação é sentido diretamente no bolso do consumidor, que paga o mesmo valor por menos produto. Essa prática tem sido cada vez mais comum e prejudica o poder de compra da população”, afirma Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT.
O estudo teve como base dados coletados do aplicativo Citizen IBPT, usado para controle financeiro pessoal. Segundo o instituto, foram analisados pouco mais de 7,8 milhões de códigos de barras, identificados em mais de 100 milhões de notas fiscais.
Nos cruzamentos, o estudo percebeu que 300 mil destes itens tratavam-se de códigos de barras novos no mercado, ou seja, podendo ter sido alterado por mudanças na embalagem ou no tamanho do produto. O levantamento concluiu que a reduflação é vista com mais frequência em itens vendidos em supermercados e farmácias, com destaque nas categorias de alimentos, higiene e limpeza.
Com relação à cesta básica, o estudo destacou quais produtos com mais indícios de reduflação e impacto no bolso do brasileiro. Confira:
— Arroz integral;
— Milho em grão;
— Macarrão ou massas frescas ou secas feitas com essas farinhas/sêmola, água e/ou ovos;
— Cenoura, pepino, palmito, cebola, couve-flor, dentre outros legumes e verduras, preservados em salmoura ou em solução de sal e vinagre;
— Extrato ou concentrados de tomate;
— Amendoim;
— Ovos de aves;
— Sardinha e atum enlatados;
— Leite em pó;
— Iogurte natural;
— Queijos feitos de leite e sal;
— Óleos de soja, de girassol, de milho;
— Azeite de oliva;
— Manteiga;
— Café;
— Chá.
O levantamento também alerta que nem sempre o percentual diminuído no produto será igual à perda monetária. Por exemplo, o óleo de soja saiu de 1L para 900 ml, reduzindo 10% da sua quantidade. Porém, o consumidor pode ter uma perda percentual ainda maior no poder de compra.
O estudo faz um cálculo usando como referência o consumo de um estabelecimento comercial que usa fritadeira a óleo e precisa de 24L para sua operação. Para alcançar esta quantidade recomendada com a embalagem de 900ml seria necessária a quantidade de 26,666 embalagens. Esse valor teria que ser arredondado para 27 embalagens.
“Portanto, apesar da redução em 10% na quantidade do produto na embalagem, o aumento na quantidade de embalagens, foi de 24 para 27, que representa um impacto também financeiro na casa de 12,5%”, conclui a análise.
O presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, alerta que o consumidor tem direito e dever de exigir transparência dos fabricantes e varejistas. O ideal é sempre comparar preços e quantidades, e, além disso, desde 2021 está em vigência a Lei Nº 14.181, que obriga estabelecimentos a oferecer uma informação clara sobre os preços por unidade de medida, seja gramatura, litro ou metro.
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O empresariado nem fica constrangido de roubar o povo. Exemplo: o produto que era vendido por 10 Reais e tinha 500 gramas, passou a 11 Reais e agora tem 400 Gramas…empresário se dando bem mais uma vez no Brasil.. E o povo pagando…Comida ao preço que está e latidundiários financiados com o dinheiro dos impostos do povo pobre, exportando tudo e ganhando em dólares. Povo passando fome. Até quando??
Você fala mal dos empresários…teu descondenado não faz nada prá mudar., pelo contrário defende com unhas e dentes o maior empresário do ramo de alimentação…acorda meu amigo.
COM CERTEZA….IBGE LULISTA É UM LIXO
Kkkkkkkkk
O Sul tá aprendendo com aquela emissora LIXO, a inflação do ibge é 0,3 mas nos supermercados é 30%.
Será que os empresários cumpanheros do lulopetismo, como os irmãos dos frigoríficos que voltaram “com tudo” depois que o crápula vigarista voltou ao poder, fizeram o mesmo com o que produzem ????