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Economia “O que está em jogo com a alteração da alíquota do ICMS é o futuro do Rio Grande do Sul”, defende Eduardo Leite

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Em visita à Rede Pampa nesta quarta (22), o governador do Estado destacou os principais fatores que justificam a mudança proposta.

Foto: O Sul
Em visita à Rede Pampa nesta quarta, o governador do Estado destacou os principais fatores que justificam a mudança proposta. (Foto: O Sul)

O governo do Rio Grande do Sul anunciou o possível aumento da alíquota básica do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), de 17% para 19,5%. Em regime de urgência, o projeto tramita na Assembleia Legislativa gaúcha desde o último dia 16.

O governador Eduardo Leite e os secretários de Estado Artur Lemos e Tânia Moreira foram recebidos pela diretoria da Rede Pampa. Foto: O Sul

Durante visita à Rede Pampa nesta quarta-feira (22), o governador Eduardo Leite destacou os principais fatores que justificam a mudança proposta. De acordo com ele, a discussão atual sobre o aumento do ICMS é diferente das ocorridas no passado, necessitando de especial atenção do povo gaúcho.

Em primeiro lugar, elencou a alteração na tributação de combustível, energia e comunicações realizada pelo Congresso Nacional em 2022. Segundo ele, este movimento retirou receitas dos estados. “Só no RS, isso significou R$ 3 bilhões a menos de arrecadação, o que dificulta a prestação de serviços à sociedade”, exemplificou.

A Reforma Tributária foi apontada por Leite como a segunda razão para a necessidade de uma nova alíquota no RS. Como exposto pelo governador, será definido um novo imposto, com abrangência nacional, para substituir o ICMS a partir da próxima década. Neste novo contexto, haverá uma alíquota padronizada a ser paga por todos, e a participação de cada estado na distribuição do montante será proporcional à arrecadação do ICMS daquela unidade federativa.

“Se outros estados estão mexendo na sua alíquota e aumentando a sua arrecadação de ICMS, e o Rio Grande do Sul não mexer, a nossa participação vai ser menor e, consequentemente, vamos receber menos da distribuição do futuro imposto ao longo das próximas cinco décadas”, explicou de forma simplificada. Segundo Leite, 17 estados já mudaram a sua alíquota de ICMS até o momento, e outros seis anunciaram que devem fazê-lo em breve.

“O que está em jogo aqui, portanto, não é um ajuste do Estado para lidar com a sua crise. É uma questão de futuro do RS, para que a gente não perca R$ 4 bilhões por ano, mesmo pagando a mesma alíquota dos outros estados, fazendo com que esse dinheiro financie obras em outras regiões, e não aqui no Rio Grande do Sul”, ponderou.

Efeitos da alteração da alíquota

Quando questionado sobre o possível efeito negativo da mudança na alíquota, apontado por entidades como Fiergs e Federasul, Leite defendeu se tratar do contrário. “Se não fizermos uma revisão da nossa alíquota, o Estado vai precisar ser mais conservador na hora de olhar os benefícios para o setores produtivos ou, até mesmo, revisar benefícios fiscais para diversos setores”, apontou.

“Entendemos que não haverá um impacto em relação à competitividade da economia gaúcha, porque o nosso apoio ao setor produtivo se dá através dos benefícios fiscais que conseguimos fazer”, comentou Leite. Como exemplo, apresentou a redução de 4% para 3% na alíquota que incide sobre o setor coureiro-calçadista e a retirada da substituição tributária no setor vitivinícola. “Temos feito o movimento de retirada da substituição tributária em vários ítens, o que desonera esses setores produtivos e garante melhor condição de competitividade a eles”, justificou.

Para concluir, o governador Eduardo Leite lembrou que a decisão final será tomada pelos parlamentares que representam a população gaúcha. “Cabe a mim, como governador, trazer a informação e fazer o esforço para que o estado não perca essa arrecadação”, compartilhou. Segundo ele, sem a alteração da alíquota do ICMS, o Rio Grande do Sul deixaria de arrecadar, em 25 anos, o valor de R$ 100 bilhões.

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11 Comentários
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Wagner Mayer
23 de novembro de 2023 01:15

Sempre essas desculpas esfarrapadas. Nada vai melhorar para quem paga, só piora a cada governo!

Fernando Krause
23 de novembro de 2023 01:48

Diminuam os privilégios, penduricalhos, carros de luxo dos marajás dos poderes que sobrarão recursos…

Denise Goulart de Munhós
23 de novembro de 2023 02:37

Como todo o esquerdista, seja plebeu ou elitista, o único objetivo de governo é a taxação.

Denise Goulart de Munhós
23 de novembro de 2023 02:38

Se houver a majoração de impostos no RS isso afugentará investidores e irá potencializar a sonegação.

Marcelo Neuri Haag
23 de novembro de 2023 12:03

Vamos fazer de tudo para manter a máquina estatal do RS inchada… vergonha!

José Guilherme Py
23 de novembro de 2023 12:25

Não me espanta em nada essa nova proposta do governo de aumentar impostos! Esse mesmo governador já tentou aumentar a aliquota do IPVA, lembram? Acho que a Assembleia Legistativa deveria dar uma atenção em relação a essa proposta pois o povo não suporta mais um aumento de impostos! É muito cômodo quando as contas não fecham forçar terceiros a pagar a fatura! Está mais do que na hora do Executivo convocar o Legislativo e o judiciário e tratarem de uma diminuição de gastos públicos para fechar o balanço com os recursos existentes! O setor público tem muita “gordura” para queimar… Leia mais »

Rodrigo Noro
23 de novembro de 2023 12:37

Concordo com o Governador ( SQN ). Realmente está em jogo o futuro do RGS, hoje já existe uma dificuldade enorme de atrair investimentos para cá, justamente porque temos uma das maiores, se não a maior aliquota de ICMS do país, imagina aumentado para quase 20%, contra os 12% de Santa Catarina??? Vamos terminar de quebrar o estado. Porque esse incompetente não faz o que todo cidadão brasileiro faz quando precisa ajustar as suas contas? Corte despesas, faça o que falou que faria quando ganhou a eleição frente ao Sartori, honre o que prometeu, nos surpreenda! Pra aumentar impostos pra… Leia mais »

Rodrigo Noro
23 de novembro de 2023 12:43

Lembrando que esse incompetente só acertou as contas do estado durante a pandemia porque usou os recursos enviados pelo governo federal para combate a pandemia, para pagar essas contas. Lembrando que na primeira eleição quando venceu Sartori ele ridicularizou o mesmo dizendo que o estado tinha os recursos, mais era mau gerido, que era só ajustar… Agora mostra toda sua incompetencia, indo pelo caminho mais facil. Imagina se todo trabalhador pudesse conduzir sua vida assim, aumento meu padrão de vida, meus gastos e depois obrigo meu patrão a me aumentar. Facil, qualquer um consegue.

Fisco Paes
23 de novembro de 2023 12:54

BEI…..FUTURO DO EXECUTIVO.LEGISLATIVO E JUDICIARIO………..O SISTEMA É FODA PARCEIRO!!!!!

Marcelo Neuri Haag
23 de novembro de 2023 13:11

Gozado que aqui os defensores do “estado máximo” não se pronunciam, né?

Percio Alvares
23 de novembro de 2023 22:36

Então está né…. O empresariado e o setor produtivo serão compensados E QUEM VAI PAGAR A CONTA MESMO são aqueles NÃO convidados para o banquete, mas lembrados só na hora de pagar a conta: nós, OS CONTRIBUINTES!

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