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Eleições 2026 “O que não pode é o presidente da Corte Eleitoral ter lado na política”, diz Lula

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Candidato do PT à reeleição foi questionado sobre decisão de Nunes Marques contra grupo "Exército do Lula" no WhatsApp. (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nessa segunda-feira (12) que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, “não pode ter lado na política”. A declaração foi feita após uma decisão do magistrado que determinou, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. Posteriormente, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu a ordem e restabeleceu o funcionamento do canal.

“Eu acho que eles (alguns ministros do TSE) estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha. Isso é visível. Já foi denunciado. Eu não vou criar só o Exército do Lula. Eu vou criar o Exército, a Marinha, a Aeronáutica do Lula no WhatsApp. É a forma mais barata de a gente fazer campanha”, disse Lula.

“Pra ele achar que ele tem que cortar, ele tem que mostrar qual é a ilegalidade que tem. O que não pode é o presidente da Corte Eleitoral ter lado na política. O lado dele tem que ser o lado da igualdade de comportamento, de procedimento, todos que têm que ter o mesmo direito diante da Justiça Eleitoral. É isso que eu quero. Nada mais que isso”, acrescentou.

Coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG), o canal “Exército do Lula” tem mais de 3 milhões de inscritos e compartilha áudios, vídeos e orientações para apoiadores do candidato à reeleição.

Segurança pública

Durante a declaração à imprensa, Lula afirmou ter conversado com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), que o informou sobre a previsão de análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública nesta semana.

O presidente defende a aprovação da proposta enviada pelo governo ao Congresso, que busca ampliar a participação da União no combate ao crime organizado. Lula afirmou que, se a PEC for aprovada, pretende recriar o Ministério da Segurança Pública.

“Começa na quarta-feira a discutir a PEC da Segurança. O senador Otto Alencar vai discutir na quarta. Porque, na hora que for aprovada a PEC da Segurança, nós vamos criar o Ministério da Segurança e vamos definir qual será o papel da participação do governo federal na área”, declarou.

Lula também disse que, se for reeleito, ampliará os investimentos na Polícia Federal (PF), na Polícia Rodoviária Federal (PRF) e na Polícia Penal. Além disso, afirmou que pretende transformar presídios estaduais em unidades de segurança máxima para combater facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

“A gente vai ser muito duro com isso, o crime organizado vai ter muita dificuldade. A partir do momento que o governo entrar na segurança pública, assumir o papel, a gente vai poder dizer em alto e bom som: ‘Para o povo trabalhador, a gente quer tranquilidade, quer paz, proteção; para os territórios, a gente quer paz; agora, para os bandidos, a gente quer prisão’”, afirmou.

Missa

Nessa segunda, Lula participou de uma missa na capela do Palácio da Alvorada, em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Após a cerimônia, afirmou que a santa tem sido “ofendida por alguns religiosos” que, segundo ele, “não querem respeitar a religião dos outros”.

“Fizemos aqui (um ato religioso) para homenagear o Dia das Crianças e o dia de Nossa Senhora Aparecida, sobretudo em um instante em que a Nossa Senhora Aparecida é ofendida por alguns religiosos que não querem respeitar a religião dos outros”, disse. O presidente estava acompanhado de crianças durante a declaração. O dia 12 de outubro também marca o Dia das Crianças no Brasil.

Na última semana da campanha para o primeiro turno das eleições de 2026, Nossa Senhora Aparecida passou a ocupar espaço no debate político nacional. Publicações nas redes sociais atribuíram a Flávio Bolsonaro a intenção de retirar da santa o título de padroeira do Brasil, informação negada pelo candidato.

A polêmica provocou reações de adversários políticos, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral autorizou publicações na internet sobre o tema, desde que não associassem o projeto ao candidato do PL.

A controvérsia evidenciou a relevância de Nossa Senhora Aparecida como símbolo religioso para os brasileiros. A imagem da padroeira está no Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo, considerado o maior templo católico do país. (Com informações do portal g1)

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