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Por Redação O Sul | 27 de abril de 2020
O Reino Unido registrou 360 novas mortes por coronavírus em hospitais nesta segunda-feira (27), anunciou o ministro da Saúde, Matt Hancock, acrescentando que se trata de seu número mais baixo desde março. Com isso, chega a 21.092 o número total de óbitos no território.
Os balanços diários correspondem, na realidade, a falecimentos ocorridos em diferentes dias, mas registrados ao mesmo tempo. Costumam ser mais baixos às segundas, devido a atrasos no fim de semana.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, recuperado da Covid-19, retomou nesta segunda-feira (27) o comando do governo e da controversa gestão do combate à pandemia de coronavírus, com a declaração de que o país “começou a inverter a tendência”, mas deve prosseguir com o confinamento.
“Graças a nossa determinação nacional coletiva, estamos a ponto de alcançar a primeira missão clara: evitar que nosso Serviço Nacional de Saúde seja sobrecarregado de uma maneira que, tragicamente, observamos em outros lugares. E foi assim que começamos a inverter a tendência”, afirmou em sua primeira aparição pública desde que saiu do hospital em 12 de abril.
“Acredito que chegamos agora ao final da primeira fase deste conflito e estamos perto do êxito”, completou diante das câmeras de televisão posicionadas às pressas diante da residência de Downing Street, depois que o governo anunciou uma declaração inesperada do primeiro-ministro.
Johnson advertiu, porém, para o “risco de um segundo pico” da epidemia, caso as medidas sejam flexibilizadas de maneira muito rápida, ou brusca. Ele pediu ao país para “conter a impaciência”.
No momento, afirmou que não está em condições de especificar “com que rapidez, ou lentidão, ou mesmo quando” serão suspensas as medidas de confinamento impostas em 23 de março e que devem prosseguir até pelo menos 7 de maio.
O chefe de Governo conservador, de 55 anos, que passou dez dias doente em sua residência oficial e depois uma semana em um hospital londrino, incluindo alguns dias na UTI, passou o período de recuperação em Chequers, residência de campo dos primeiros-ministros britânicos.
Ao mesmo tempo, o governo sofre duras críticas da imprensa e da oposição pela gestão da crise de saúde.
Com cerca de 21 mil mortes registradas nos hospitais, o Reino Unido está entre os países europeus mais afetados. Mas o balanço real é ainda maior caso sejam adicionados os óbitos que aconteceram em casas de repouso e que não entram na contabilidade oficial.
De acordo com representantes dos estabelecimentos, milhares de idosos faleceram nestas instituições. No domingo, no entanto, as autoridades anunciaram 413 mortes, o menor balanço no país desde 31 de março.
Na semana passada, para antecipar seu retorno ao comando do governo, Johnson conversou por telefone com o presidente americano, Donald Trump, e com a rainha Elizabeth II.
“Impaciente” por um encontro com o chefe de Governo, o novo líder do opositor Partido Trabalhista, Keir Starmer, enviou uma carta a Johnson, na qual reiterou as críticas. As informações são da agência de notícias AFP.
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