Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de outubro de 2017
O corpo de Luiz Carlos Cancellier, reitor afastado da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), foi enterrado na tarde dessa terça-feira no cemitério Jardim da Paz, em Florianópolis. Ele foi encontrado morto na manhã de segunda-feira no Beiramar Shopping, na capital.
O caixão saiu da universidade, onde foi velado desde a tarde de segunda, por volta das 15h dessa terça-feira em direção ao cemitério. O cortejo teve mais de 100 carros e três ônibus com professores, alunos e familiares.
No fim da manhã, uma sessão solene do Conselho Universitário foi realizada no auditório do Centro de Eventos da UFSC em homenagem a Cancellier.
Morte
O reitor foi encontrado morto na manhã de segunda-feira no Beiramar Shopping, em Florianópolis. Em nota, a assessoria do shopping disse que por volta das 10h30 um homem cometeu suicídio, caindo no vão central após ter se jogado da escada do piso L4. A Polícia Civil investiga o caso.
Investigação
O ministro da Educação, Mendonça Filho, disse nessa terça-feira que o governo federal fará uma reestruturação do programa UAB (Universidade Aberta do Brasil), de educação a distância, para melhorar a qualidade e a execução do programa. O ministro não deu detalhes, mas disse que é preciso “melhorar resultados” e defendeu a continuidade das investigações sobre desvios de recursos.
A investigação, batizada de Ouvidos Moucos, aponta que a verba destinada ao programa foi desviada inclusive para pessoas sem vínculo com a UFSC. O reitor foi preso por suspeita de tentar barrar a investigação interna, segundo a PF. Além dele, outras seis pessoas foram detidas. Todos foram liberados no dia seguinte.
À época, o reitor classificou a prisão como um “exílio” e “traumática”, além de negar ter atrapalhado as investigações. Tanto o procurador-geral do Estado de Santa Catarina, João dos Passos Martins Neto, quanto a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior criticaram a condução das investigações., O inquérito está em andamento e não foi concluído com apresentação de denúncias ao Ministério Público.
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