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Notícias O Rio Grande do Sul chegou a quase 11 milhões e 400 mil habitantes, aponta o IBGE

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Maior crescimento é registrado na África. (Foto: EBC)

Um censo recém-divulgado pelo IGBE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que o número de habitantes no Rio Grande do Sul chegou neste ano a 11.377.239, 0,42% a mais que na estimativa populacional de 2018. Confirmando uma tendência de crescimento menor do que a da média nacional, esse contingente faz com que o Estado caia do quinto para o sexto lugar na lista de unidades federativas mais populosas, ultrapassado pelo Paraná.

Desde o Censo de 2010, o total de habitantes no Estado registrou uma evolução de 4,24%, ficando dentro das estimativas já previstas por especialistas que acompanham o tema. “O que chama a atenção é a diferença acentuada entre o crescimento de idosos e da população considerada potencialmente ativa”, destaca o economista Pedro Zuanazzi, analista do DEE (Departamento de Economia e Estatística), vinculado à Seplag (Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão).

Enquanto as pessoas com mais de 65 anos aumentaram em 3,64% do ano passado para cá, homens e mulheres na faixa etária de 15 a 64 anos encolheram 0,21%. “Para que a nossa economia cresça, é preciso que aumente a produtividade média do trabalhador gaúcho, o que exige prioridade em termos de políticas voltadas à qualidade da educação. É primordial que se olhe as nossas crianças de modo especial”, aponta ele.

Em recente estudo que apresentou, Zuanazzi demonstrou o ritmo mais acelerado de envelhecimento da população gaúcha. Pelas estimativas que elaborou, em colaboração com o economista Bruno Paim, os idosos serão 30% da população gaúcha em 2060.

Em quatro décadas, a proporção das pessoas com idade acima dos 65 anos saltará dos atuais 12,7% para 29%, em um processo de envelhecimento provocado por fatores como a baixa fecundidade, migrações de jovens para outros Estados e uma expectativa de vida acima da média nacional.

Já no que se refere ao Brasil, o levantamento feito pelo IBGE aponta que a população nacional avançou 0,79%. Com isso, o País chegou a aproximadamente 210,1 milhões de pessoas.

Migração

Além de priorizar a educação como ferramenta para ampliar a produtividade média (jovens mais qualificados ao ingressarem no mercado de trabalho), Zuanazzi defende também que o Estado “veja com bons olhos uma maior imigração”.

Em outro estudo que elaborou, o economista demonstrou que outro fator que impacta no envelhecimento populacional decorre do fato de o Rio Grande do Sul ser um Estado “fechado” para as trocas migratórias. Entre 2010 e 2018, a participação gaúcha perante a população brasileira recuou 5,6% para 5,4% no ano passado, dois décimos que representam 347 mil pessoas.

Se todos os gaúchos aqui nascidos, em qualquer época, retornassem (isso com todos os imigrantes também retornando aos Estados de origem), dos atuais 11,3 milhões de habitantes, o Estado ultrapassaria o número de 12 milhões de pessoas. “O problema não é o número que sai, pois a emigração não é elevada em relação às outras unidades da federação. Essa reduzida taxa líquida decorre, principalmente, pelo baixo ingresso de pessoas”, conclui.

(Marcello Campos)

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