Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2021

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Rio Grande do Sul O Rio Grande do Sul está pronto para começar a vacinação contra o coronavírus. Só falta o envio das doses pelo Ministério da Saúde

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A covid-19 já vitimou mais de 210 mil brasileiros. (Foto: EBC)

Com a previsão de que o Ministério da Saúde inicie a campanha nacional de imunização contra o coronavírus na segunda quinzena deste mês, o governo gaúcho está definindo os últimos detalhes para deflagrar o processo no Rio Grande do Sul. “Assim que a vacina chegar, já temos estrutura e planejamento”, garante a titular da Secretária Estadual da Saúde (SES), Arita Bergmann.

Ele se reuniu com diretores e técnicos do órgão, nesta quarta-feira (13), a fim de acertar uma série de aspectos logísticos e sanitários previstos pelo plano estadual, em elaboração desde dezembro. O governo federal ainda não definiu uma data específica para o começo da ofensiva e nem a quantidade de doses que será enviada para cada Estado.

De acordo com a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Cynthia Molina-Bastos, o processo de vacinação contra será o mesmo que já envolve outras campanhas de imunização, como a da gripe influenza, realizada anualmente.

A secretária informou que o Ministério da Saúde indica uma intenção de adquirir todas os imunizantes liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que a tendência é de encaminhamento igualitário das doses aos Estados, respeitando-se a questão da proporcionalidade, afinal cada unidade federativa tem contingentes populacionais distintos.

“Da mesma forma, o governo do Rio Grande do Sul distribuirá quantidades proporcionais para a população a ser vacinada em cada município gaúcho”, complementou Arita. De acordo com o Plano Nacional de Imunização (PNI), a campanha vai priorizar inicialmente determinados grupos de risco para a Covid, em um total aproximado de 1 milhão de gaúchos.

É o caso da chamada linha-de-frente do combate ao coronavírus, como profissionais que trabalham em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), centro de triagem ou Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Também são público-alvo os idosos que vivem em asilos e instituições de longa permanência, bem como os idosos que não pertencem a esse grupo e que deverão receber a injeção de forma escalonada por faixa etária, começando pelos maiores de 80 anos, depois os de 75 a 79 anos, 70 a 74 anos e assim por diante. Outros segmentos prioritários são os índios e os quilombolas.

“Como a quantidade a ser recebida inicialmente talvez não seja suficiente para aplicar as doses em toda essa população de uma vez, teremos de adotar critérios”, salienta a titular da SES. “De qualquer forma, se tivermos que fazer escolhas, os primeiros a receber serão profissionais que trabalham diretamente no atendimento a pacientes Covid. Teremos que nos adequar à quantidade disponível.”

Agulhas e seringas

Em relação a insumos, Arita Begmann afirma que o Estado encerou 2020 com um estoque de 4,5 milhões de seringas e foram adquiridas mais 10 milhões de unidades, com agulhas. A entrega desses insumos aos municípios também será escalonada e integrada à distribuição das doses. Existe, ainda, a possibilidade do recebimento de kits do Ministério da Saúde.

“Somados aos estoques dos municípios, esses itens serão suficientes para atender toda a demanda de vacinação contra o coronavírus e das outras campanhas paralelas de imunização (influenza, sarampo e demais calendários)”, assegura. A secretária também destaca: “Temos capacidade adequada, em Porto Alegre e nas Coordenadorias Regionais de Saúde, para armazenar e conservar as vacinas”.

Nas últimas semanas, a SES fez no Interior do Estado a entrega de 43 câmaras refrigeradas. Somadas às já existentes, já são 96 equipamentos. A rede logística de vacinação do Rio Grande do Sul é formada por uma Central Estadual de Distribuição e Armazenamento de Imunobiológicos (Ceadi), 18 Centrais Regionais de Frio, dois Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais, um estadual e um municipal, em Porto Alegre. Também há pelo menos 1,8 mil salas de vacinação.

(Marcello Campos)

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