Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de janeiro de 2020
Um relatório divulgado pelo governo do Estado aponta que 99 cidades gaúchas estão em situação de alerta ou de alto risco de transmissão da dengue, chikungunya e zika. São municípios onde mais de 1% dos imóveis vistoriados por agentes de Saúde apresentaram larvas do mosquito Aedes aegypti.
No ano passado, mais de 1,3 mil casos dessas três doenças foram confirmados no Rio Grande do Sul. Isso reforça as ações recomendadas pela SES (Secretaria Estadual da Saúde) principalmente no verão, quando as altas temperaturas facilitam a proliferação do inseto. O principal cuidado deve ser em relação a locais com água parada, onde o Aedes deposita seus ovos.
A situação é de maior atenção em dez cidades, nas quais o último LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti), realizado entre outubro e dezembro de 2019, apontou um um IIP (Índice de Infestação Predial) foi superior a 4%. Em sua maioria, são municípios das regiões Norte e Missões. Confira, a seguir, a lista das localidades com maiores indicadores:
1 – Bom Progresso (Norte): 8,2;
2 – Jaboticaba (Norte): 7,4;
3 – São José das Missões (Norte): 5,5;
4 – Quinze de Novembro (Missões): 4,8;
5 – Alecrim (Missões): 4,7;
6 – Alegria (Missões): 4,7;
7 – Salto do Jacuí (Missões): 4,5;
8 – São Leopoldo (Metropolitana): 4,5;
9 – São Nicolau (Missões): 4,2;
10 – Tuparendi (Missões): 4,1.
Ao todo, 358 cidades realizaram o levantamento no último trimestre. Enquanto 3% e 25% delas apresentaram, respectivamente, índices de alerta e risco, os demais 72% (ou 259 municípios) tiveram a infestação considerada de baixo risco (quando em menos de 1% dos imóveis houve a presença do Aedes).
Outras 16 cidades classificadas como infestadas (quando houve a identificação de larvas do inseto nos últimos 12 meses) não realizaram o detalhamento da infestação. Somados, são 374 municípios considerados infestados no Rio Grande do Sul. Em relação à população, 92% dos gaúchos (ou 10,5 milhões de pessoas) residem nesses locais onde há presença do mosquito.
Os dez municípios com alto risco somam 281 mil habitantes (ou 2,5% da população gaúcha). A lista segue com outras 2,4 milhões de pessoas que vivem nas 89 cidades com situação de alerta, representando 22% dos gaúchos. Por sua vez, 49% (5,5 milhões) da população mora em cidades de risco considerado baixo e 7% (803 mil) em cidades não infestadas.
Porto Alegre, por sua vez, realiza um outro levantamento, denominado IMFA (Índice Médio de Fêmeas Adultas do Aedes), baseado na vigilância de armadilhas distribuídas por diversos bairro. Na última semana de 2019, a taxa foi considerada baixa: 0,18.
Prevenção
A transmissão da dengue, zika e chikungunya ocorre pela picada do Aedes aegypti. O mosquito tem em média menos de 1 centímetro, é escuro e com riscos brancos nas patas, na cabeça e no corpo. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada, não necessariamente suja. Muitos desses locais ficam em pátios e residências.
Por esse motivo, é necessário redobrar os cuidados para evitar a sua proliferação busca eliminar os possíveis criadouros, impedindo o nascimento do inseto. Dentre as medidas, recomenda-se:
– Tampar caixas d’água, tonéis e latões;
– Guardar garrafas vazias viradas para baixo;
– Guardar pneus sob abrigos;
– Não acumular água nos pratos de vasos de plantas e enchê-los com areia;
– Manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises;
– Manter lixeiras fechadas e piscinas tratadas o ano inteiro.
(Marcello Campos)
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