Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
19°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil O ritmo de contágio no Brasil está igual ao da Itália

Compartilhe esta notícia:

Vírus continua atacando os Estados Unidos. (Foto: Reprodução)

O ritmo da disseminação do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no Brasil é igual ao da Itália semanas atrás – e ele está acelerando. Segundo um estudo conduzido pelo Observatório Covid-19 BR, que analisa os números da pandemia no país e do qual fazem parte por sete universidades, o número de casos deve passar de 3 mil já na terça-feira (24). A tendência é que ele dobre a cada 54 horas e 43 minutos.

Participam da pesquisa físicos da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade de Berkley (nos Estados Unidos) e Universidade de Oldenburg (na Alemanha).

“Nossos cálculos corroboram a ideia que o início da curva epidêmica brasileira é igual às da Itália e da Espanha — quando estes países estavam no início [da epidemia]”, afirmou ao portal G1 o professor Roberto Kraenkel, do Instituto de Física Teórica da Unesp. O balanço divulgado quinta-feira (19) do Ministério da Saúde apontou 621 casos da Covid-19 no Brasil – sete pessoas já morreram.

No mundo todo, a Itália é o país com maior número de vítimas – nesta sexta-feira (20), o país europeu ultrapassou a marca de 4 mil mortos – o total de casos registrados ultrapassa 47 mil. Um levantamento da universidade norte-americana Johns Hopkins divulgado nesta sexta mostrou que há ao menos 10.031 mortos por complicações da Covid-19 no mundo. Há mais de 245 mil infectados.

Projeção de casos

Um dos cálculos feitos na pesquisa do Observatório Covid-19 BR trata do tempo de duplicação de infectados. “Uma forma de acompanhar a epidemia é seguir o tempo de duplicação dia a dia. Se as ações de contenção surtirem efeito, vamos observar o tempo de duplicação aumentar. Esta é uma forma de saber se estamos conseguindo ‘domar’ o coronavírus”, detalhou Kraenkel.

De acordo com dados do Ministério da Saúde desta quinta, esse tempo está em 2,28 dias — mas ele caindo. Isso quer dizer que, no Brasil, a cada 54 horas e 43 minutos, o número de contaminados dobra. Quanto mais baixo for esse intervalo, mais rápida corre a pandemia no país. “Se tenho, digamos, dez casos, quanto tempo leva para ter 20, depois 40 e 80?”, explicou o professor da Unesp, ao falar sobre como é feito o cálculo. O primeiro caso de coronavírus no Brasil foi confirmado em 26 de fevereiro.

Um fator que interfere nesse cálculo é o número de testes feitos. Na Itália, por exemplo, até o dia 9 de março, havia sido testados 60 mil pacientes — isso dá uma média de mil kits para cada milhão de habitantes. Na Coreia do Sul, o número de testes foi quatro vezes maior. Ao G1, o Ministério da Saúde informou que, na rede pública, foram feitos 13 mil testes até a última atualização desta reportagem — ou 62 para cada milhão de brasileiros. Não há estatísticas para a rede particular.

Previsões para Rio e SP

A UnB tem um estudo preliminar que prevê, apenas na Grande São Paulo, 1,3 mil casos nos próximos 30 dias – e 30 mil em 60 dias. Já a Secretaria Estadual de Saúde do RJ traçou duas possibilidades de curva ao longo do período de um mês para o estado: 4 mil casos, se as medidas de isolamento forem eficazes – ou 24 mil, se a população não evitar aglomerações.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

O Banco Central do Brasil comprou títulos de dívida externa e colocou 3 bilhões de dólares no mercado
A cadeia produtiva de frutas, verduras e legumes reforça compromisso com o abastecimento de redes de supermercados do País
Pode te interessar