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Rio Grande do Sul “O Rio Grande do Sul avançou em todas as áreas”, diz o governador gaúcho durante evento na Federasul

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Eduardo Leite participou da tradicional reunião-almoço “Tá na Mesa”. (Foto: Vitor Rosa/Secom-RS)

Ao participar da primeira edição de 2026 da reunião-almoço “Tá na Mesa”, tradicional evento da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), o governador gaúcho Eduardo Leite garantiu nessa quarta-feira (18) que o Estado avançou em todas as áreas desde o seu primeiro mandato como chefe do Executivo, iniciado em 2019. Ele citou como exemplo o equilíbrio das contas públicas.

“Evoluímos consistentemente, a começar pela redução do comprometimento da receita”, frisou. “Problemas estruturais crônicos foram enfrentados, especialmente nas finanças públicas.”

Ele também ressaltou o fato de os salários dos servidores estaduais serem pagos em dia ao longo dos últimos cinco anos, inclusive com a antecipação do 13º salário: “Nos 57 meses anteriores, os vencimentos da categoria vinham sendo pagos de forma parcelada”.

Em sua prestação de contas, o governador atribuiu ao “enfrentamento dos desafios” a retomada da capacidade de investimentos pelo governo estadual. “Destinamos mais de R$ 1 bilhão à saúde, quitamos a dívida com o Caixa Único e acabamos com os saques referentes a depósitos judiciais, além da recomposição dos valores”, acrescentou.

A carga tributária também esteve na pauta. Leite sublinhou aspectos como a redução de 18% para 17% no Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Enalteceu, ainda, medidas de justiça tributária que hoje contemplam mais de 1 milhão de famílias gaúchas.

No que se refere à privatização de estatais, destacou as parcerias com empresas: “Isso tem permitido a ampliação dos investimentos públicos em rodovias, portos, saúde, educação, infraestrutura escolar, segurança, sistema prisional, habitação, defesa civil, governo digital, desburocratização e inovação”.

Por fim, o governador admitiu que o processo de reconstrução do Rio Grande do Sul ainda é longo, por causa da fragilização decorrente de catástrofes climáticos como enchente e estiagem: “Muito ainda precisa ser feito. O Estado precisa de obras robustas para sustentar o processo de desenvolvimento”.

Perspectivas políticas

Eduardo Leite cumpre o oitavo ano no comando do Palácio Piratini e o último da atual gestão. Como a legislação brasileira não permite duas reeleições consecutivas para prefeitos, governadores e presidente da República, ele não pode disputar novo mandato para o cargo atual no pleito de outubro de 2026.

Seus rumos políticos em um futuro próximo ainda estão indefinidos. Durante o evento dessa quarta-feira, ele comentou que a definição de sua possível candidatura ao Palácio do Planalto ou ao Senado está em discussão interna no PSD, legenda à qual se filiou em maio de 2025, após 24 anos de trajetória no PSDB.

Quanto sua renuncia para concorrer ele disse que já tomou a decisão, mas que não falaria ainda.

(Marcello Campos)

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