Quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 29 de setembro de 2017
A Casa Branca confirmou nesta sexta-feira (29) que o secretário de Saúde dos Estados Unidos, Tom Price, renunciou ao cargo. A autoridade foi fortemente criticada por usar dinheiro da sua pasta para realizar viagens oficiais com aviões particulares. O presidente dos EUA, Donald Trump, aceitou a medida após o secretário oferecer sua saída do governo.
Price fez ao menos 26 viagens privadas este ano, com custo de US$ 400 mil, segundo o site Politico. Em uma viagem de ida e volta entre Washington e Filadélfia, ele chegou a gastar US$ 25 mil. Na quinta-feira (28), ele prometeu assinar cheques pessoais para reembolsar os cofres públicos com cada centavo que usou para tais deslocamentos.
O secretário do Meio Ambiente, Scott Pruitt, também foi alvo de críticas. O jornal The Washington Post revelou que Pruitt teria usado um jato particular em três ocasiões e um avião militar em junho para ir de Ohio a Nova York, gastando US$ 58 mil.
“Lamento as preocupações que se geraram sobre o uso de dinheiro do contribuinte”, afirmou Price em nota. “Não fui suficientemente sensível com o contribuinte.”
Trump havia recriminado a conduta do secretário na quarta-feira (27). A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders afirmou que uma revisão completa seria feita, incluindo viagens de outros funcionários de alto escalão do governo americano.
“Vou investigar. E, pessoalmente, posso dizer que não estou feliz com isso”, declarou o presidente.
Ex-congressista
No começo da semana, o ex-congressista dos Estados Unidos Anthony Weiner foi condenado a 21 meses de prisão por mandar mensagens sexualmente explícitas a uma jovem de 15 anos, provocando um escândalo que começou na eleição presidencial de 2016. Weiner, de 53 anos, se declarou culpado em maio por enviar textos obscenos a uma menor de idade e concordou que não apelaria a decisão de 27 meses ou menos.
Os advogados de Weiner haviam pedido à Justiça que ele fosse condenado à liberdade condicional em vez de prisão, dizendo que ele agia fora do juízo por causa de “uma doença descontrolada” e agora estava sendo tratado. A investigação sobre Weiner veio à luz depois que o jornal britânico Daily Mail publicou uma entrevista com a menina que o deputado trocava mensagens. O jornal revelou que as conversas, que começaram quando a adolescente estava no segundo ano do ensino médio, indicavam que Weiner sabia que ela era menor de idade.
A investigação da troca de mensagens de Weiner com uma estudante do ensino médio foi divulgada nos últimos dias da campanha presidencial de 2016, quando autoridades encontraram e-mails no laptop do ex-deputado de sua então mulher Huma Abedin, assessora da candidata democrata à presidência Hillary Clinton. Após o caso, Abedin pediu o divórcio.
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