Segunda-feira, 10 de Agosto de 2020

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Brasil O secretário do Audiovisual de Bolsonaro caiu antes de assumir o cargo

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Edilásio Barra (E) foi criticado pelo deputado federal Alexandre Frota (D). (Foto: Reprodução/Youtube)

O jornalista, apresentador e produtor Edilásio Barra não será mais o secretário do Audiovisual do governo do presidente Jair Bolsonaro. A informação foi confirmada pela assessoria do ministro da Cidadania, Osmar Terra.

“Se for a mando de Deus, recebo com o maior respeito essa decisão”, disse Barra, de acordo com informações divulgadas pela colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.

“Meu nome está à disposição do Ministério da Cidadania. Não tenho pretensão [de cargos]. Se puder ajudar o governo a desenvolver a cultura no nosso País, estou aberto a colaborar com a minha expertise de 40 anos nessa atividade”, completou ele.

Na sua página no Facebook, que agora está desativada, Barra, conhecido como Tutuca, dizia ter passado pela Rede Globo, Rede TV!, Bandeirantes, CNT e Record. Também listava que apresentou e dirigiu o Programa VIP, “mostrando o lado positivo da sociedade carioca, além dos bastidores do mundo artístico, político e empresarial do eixo Rio-São Paulo”.

O nome de Barra para assumir a secretaria tinha pego o setor de surpresa. O deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) disse que essa mudança seria uma “catástrofe para o setor”.

Em sua conta no Instagram, Barra compartilha publicações em apoio ao governo de Bolsonaro, cliques ao lado do presidente da República e de ministros, além de mensagens de cunho religioso.

Jean Wyllys

Em uma das publicações nas redes sociais, que já foi apagada, Barra afirmava que “Jean Wyllys e [a ex-deputada] Manuela D’Ávila são os principais mandantes no crime contra Bolsonaro”, referindo-se à facada no militar durante a campanha eleitoral de 2018.

O ex-deputado disse que irá processá-lo por essa publicação. “Ele espalhou deliberadamente uma fake news contra duas pessoas públicas, uma mentira abjeta que colocou nossas vidas em risco. Sob suas mãos, o audiovisual vai se transformar em uma fábrica de mentiras para destruir vidas alheias”, declarou o ex-BBB. Segundo o ex-deputado, ele e Manuela irão processar Barra conjuntamente.

No fim do ano passado, o ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), arquivou um processo do então presidente da República eleito, Jair Bolsonaro, contra Jean Wyllys por calúnia e injúria. A queixa-crime havia sido apresentada após Wyllys ter supostamente ofendido Bolsonaro em uma entrevista concedida ao jornal O Povo.

Na entrevista, realizada em agosto de 2017, o ex-parlamentar usa termos como “fascista”, “racista”, “burro”, “ignorante” e “canalha”, sem, no entanto, mencionar o nome de Bolsonaro, que ainda não era candidato à Presidência da República.

Para o advogado Gustavo Bebianno, que representou Bolsonaro na ação e depois foi indicado para assumir a Secretaria-Geral da Presidência, embora Wyllys não tenha citado o nome de Bolsonaro, o ex-deputado deixou claro que se referia a ele ao mencionar seu antigo partido e por dizer que muitas pessoas o chamavam de “mito”.

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