De acordo com o Inep, no total, 853 candidatos acabaram eliminados do Enem 2017, sendo 842 por descrumprimento de regras do edital, nove por detector de metal e dois que se recusaram a coletar dados biométricos. No primeiro dia, foram 273 desclassificados. Os demais 580 foram eliminados no segundo dia.
Custo
O custo do Enem 2107 por pessoa deve ficar em R$ 87,84, segundo previsão inicial do Inep. O valor é mais barato do que a edição de 2016, que foi de R$ 90,64 por candidato.
De acordo com o Inep, o valor ficou mais baixo apesar da adoção de diversos recursos para melhorar a segurança da prova e melhorias, como a aplicação em dois dias, a personalização da prova (com o nome de cada candidato) e o uso de detector de ponto eletrônico.
Entre os motivos apontados para a redução do valor estão a mudança para um novo contrato para a aplicação da prova, sem o reajuste contratual previsto no anterior, que gerou economia de R$ 16 milhões.
O gabarito oficial do Enem 2017 será divulgado pelo Inep até 16 de novembro. O Boletim de Desempenho será divulgado em 19 de janeiro para os participantes regulares.
Cara de vestibular
As provas de matemática e ciências da natureza do Enem, realizadas no domingo foram consideradas menos interpretativas e com mais cobrança de conteúdo. Por tradição, mesmo na prova de exatas, o exame costumava incluir muitas questões interpretativas e com relação direta com o cotidiano. Na avaliação do professor de biologia Rubens Oda, do curso online Descomplica, a maior dificuldade que os candidatos enfrentaram na prova de hoje foi a presença de conteúdos esperados, mas cobrados com maior nível de detalhamento.
Ele cita como exemplo uma questão de genética que abordou um detalhe específico sobre o processo de espiralização do cromossomo X. Segundo o professor, isso é algo pouco conhecido dos estudantes do ensino médio. “Era esperado que cair alguma coisa de genética, mas não no grau de profundidade e detalhamento que foi cobrado”, diz.
O professor de matemática Gabriel Miranda também considerou a prova mais conteudista e “matematicamente mais pesada”. “Lógico que sempre foi a cara do Enem as questões de interpretação, mas este ano foi um pouco menos do que em anos anteriores. Essa foi uma mudança que achei interessante, em geral a prova estava mais direta e mais bem escrita”, avaliou.
Entre os assuntos abordados na prova de matemática caíram razão e proporção, logaritmo, análise combinatória e probabilidade. “Eles talvez perceberam que precisavam de uma prova mais robusta, e foi o que aconteceu neste ano. A prova continuou numa crescente de conteúdo, de dificuldade em relação aos anos anteriores”, apontou Miranda.


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