Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de março de 2021
Na ausência de um calendário claro e crível de vacinação no País, o Senado pretende tomar as rédeas de algumas negociações internacionais para tentar garantir mais doses de imunizantes de forma mais célere.
Presidente da Comissão de Relações Exteriores da Casa, a senadora Kátia Abreu (PP-TO) estuda acionar a OMS e a ONU para propor mudanças no calendário de entrega ao Brasil de vacinas do consórcio global Covax Facility. Para isso, ela também irá conversar com representantes europeus para negociar doações ou a troca de doses em que um país, por exemplo, poderia ceder a vez ao Brasil.
O principal argumento que será levado aos organismos internacionais é de que, sem ajuda, a situação brasileira pode sair ainda mais de controle e o risco será global. Por isso é importante que os outros países também foquem esforços aqui.
Assim como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), enviou uma carta à vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, com a solicitação de permissão para comprar vacinas estocadas e sem previsão de aplicação no país, a Casa deverá acionar países europeus com o mesmo propósito.
Chegada
A primeira remessa de vacinas do consórcio global Covax Facility chegou ao Brasil, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), no último domingo (21).
No primeiro lote, o Brasil recebeu 1.022.400 de doses do imunizante da Oxford/AstraZeneca fabricado na Coreia do Sul. O Ministério da Saúde afirmou ainda que mais 1,9 milhão de doses devem chegar até o final de março.
A Covax Facility é uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Coalizão para Promoção de Inovações em prol da Preparação para Epidemias (Cepi) e da Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi), em parceira com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Dessas, cerca de 9,1 milhões são doses da vacina Oxford/AstraZeneca devem chegar ao Brasil entre março e abril, mas até agora apenas 2,997 milhões de doses estão confirmadas, segundo informações da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, em audiência na Câmara dos Deputados na semana passada.
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