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Brasil O setor de serviços brasileiro avançou 0,1% em fevereiro, aponta o IBGE

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Os dados foram divulgados pelo IBGE. (Foto: Banco de Dados)

Em fevereiro de 2018, o volume do setor de serviços no Brasil teve variação positiva de 0,1% frente a janeiro, na série com ajuste sazonal, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (13). Na série sem ajuste sazonal, em relação a fevereiro de 2017, o volume de serviços caiu 2,2%. Com isso, o volume de serviços acumulou queda de 1,8% no ano.

Entre as atividades, em relação a janeiro (série com ajuste sazonal) houve alta somente em serviços profissionais, administrativos e complementares (1,7%). As quatro outras atividades mostraram recuo: serviços prestados às famílias (-0,8%), serviços de informação e comunicação (-0,6%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,3%) e outros serviços (-0,7%).

Já em relação a fevereiro de 2017, foram duas variações positivas: outros serviços (1,7%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,6%). As três quedas foram em serviços prestados  às famílias (-5,2%), serviços de informação e comunicação (-4,9%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,6%).

O índice de atividades turísticas recuou em ambas as comparações: -3,4% em relação a janeiro e -5,2% na comparação com fevereiro de 2017. O setor de serviços voltou a mostrar variação positiva em fevereiro de 2018 (0,1%), após recuar 1,9% em janeiro, quando praticamente devolveu o ganho acumulado dos dois últimos meses de 2017 (2%).

A variação positiva do volume de serviços (0,1%) em fevereiro deveu-se apenas aos serviços profissionais, administrativos e complementares (1,7%). As demais atividades recuaram: serviços prestados às famílias (-0,8%), serviços de informação e comunicação (-0,6%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,3%) e outros serviços (-0,7%).

Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral para o total do volume de serviços recuou 0,2% no trimestre encerrado em fevereiro de 2018 frente ao nível do mês anterior, interrompendo assim a trajetória ascendente iniciada em outubro do ano passado.

Entre os setores, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, os serviços prestados às famílias (-1,3%) mostraram a queda mais intensa neste mês e mantiveram o comportamento predominantemente negativo desde agosto de 2017. Os demais segmentos que também recuaram em fevereiro foram serviços de informação e comunicação (-0,6%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,3%).

Em contrapartida, outros serviços (1,1%) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (0,2%) assinalaram as taxas positivas em fevereiro de 2018. Em relação a fevereiro de 2017, o volume do setor de serviços recuou 2,2% em fevereiro de 2018, com resultados negativos em três das cinco atividades de divulgação e 51,2% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre as atividades, os serviços de informação e comunicação (-4,9%) foram os que mais impactaram negativamente o índice global.

Resultados regionais

Regionalmente, 15 dos 27 Estados tiveram avanço no volume dos serviços em fevereiro em relação a janeiro, na série com ajuste sazonal. São Paulo, que representa cerca de 43% de todo o volume de serviços gerado no Brasil, mostrou variação nula (0%) em fevereiro de 2018, contribuindo para que o índice nacional também ficasse próximo à estabilidade.

Nas regiões, os destaques positivos nesse mês foram: Paraná (2%); Rio de Janeiro (0,5%), Santa Catarina (0,5%); Pará (1,4%) e Mato Grosso do Sul (1,5%). Já as principais influências negativas vieram da Bahia (-9,0%), Ceará (-16,8%), Rio Grande do Sul (-2,2%) e Minas Gerais (-0,8%).

Em relação a fevereiro de 2017, a queda do volume de serviços no Brasil foi acompanhada por 22 das 27 unidades da Federação. Os recuos mais importantes foram: Rio de Janeiro (-2,6%), São Paulo (-0,7%), Bahia (-8,6%), Minas Gerais (-3,5%), Distrito Federal (-8,6%) e Ceará (-12,7%). Por outro lado, a expansão mais relevante para a formação do índice nacional veio do Paraná (2,7%).

No acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, 23 das 27 unidades da Federação mostraram taxas negativas. Os recuos de maior magnitude ocorreram no Rio Grande do Norte (-11,5%), Piauí (-10,7%), Ceará (-9,4%), Tocantins (-8,9%), Distrito Federal (-8,8%) e Pará (-8,1%). Já a maior alta foi em Mato Grosso (2,9%), enquanto São Paulo obteve variação nula (0%) no acumulado dos dois primeiros meses de 2018.

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