Terça-feira, 05 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia O sinal verde do Banco Central para que o Banco Master comprasse o Voiter, Letsbank e Will Financeira foi dado quando o Master já apresentada sinais de crise

Compartilhe esta notícia:

Aquisições pelo Master foram aprovadas em momentos de crise ativa; os chefes da supervisão são alvos da PF. (Foto: Divulgação)

O Banco Central (BC) aprovou as três aquisições do Banco Master em 2024 enquanto o próprio departamento de supervisão da autarquia emitia ofícios de alerta de liquidez e déficit de capital à instituição. As compras somaram R$ 26 bilhões em novos ativos ao conglomerado de Daniel Vorcaro, segundo relatório técnico do Tribunal de Contas da União (TCU). Os chefes do departamento de supervisão responsável pelos alertas são investigados pela Polícia Federal (PF) por suposta cooptação.

O aval para a compra do Banco Voiter, em 26 de março de 2024, veio pouco mais de duas semanas após o Departamento de Supervisão (Desup) do BC enviar um ofício determinando que o Master corrigisse problemas nos índices de liquidez. A área de Organização do Sistema Financeiro (Deorf), responsável por analisar as compras de bancos, consultou a supervisão sobre o estado do Master antes de decidir. A resposta: com a injeção de capital prevista na própria transação, o enquadramento prudencial estaria resolvido.

O caso da Will Financeira é ainda mais revelador da sincronia entre os dois fluxos. A aprovação saiu em 27 de maio de 2024. No dia seguinte, o Desup enviou novo ofício ao Master exigindo a correção de uma deficiência de capital de R$ 885 milhões e de operações irregulares com o Fundo Bravo, administrado pela Reag. O BC era, naquele momento, comandado por Roberto Campos Neto.

Segundo a apuração do Valor, o Desup repassou à Deorf informações cruciais para as aprovações, argumentando que as aquisições diversificariam o balanço do Master, de atacado para varejo, e melhorariam os índices prudenciais. O raciocínio foi aceito pelas duas instâncias. O Voiter foi transformado em Banco Pleno e liquidado em fevereiro de 2026. A Will Financeira foi liquidada em janeiro do mesmo ano. O Letsbank também não sobreviveu.

O Departamento de Supervisão era chefiado por Belline Santana; o subchefe era Paulo Sérgio de Souza. Investigações da Polícia Federal, na Operação Compliance Zero, apontam que ambos teriam sido supostamente cooptados por Vorcaro para atuar como consultores informais do Master junto ao próprio BC. O BC afastou os dois servidores em março de 2026, após a terceira fase da operação da PF.

O Banco Central, em nota ao Valor, afirmou que as aquisições “seguiram processos e requisitos padrão, tendo sido avaliadas como absorvíveis sem desenquadramento imediato, envolvendo instituições menores”. Os advogados de Belline e Souza argumentaram que a responsabilidade pela decisão final cabia à área de Organização do Sistema Financeiro, não à supervisão. O custo acumulado das liquidações ao Fundo Garantidor de Crédito representa o maior rombo da história do fundo, com antecipações de R$ 32,5 bilhões pelos bancos do sistema em março de 2026. (Com informações do portal Let’s Money)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Dívida com mais de 1 ano pode ter até 90% de desconto
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x