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Brasil O Supremo já tem a maioria dos seus ministros vacinados contra o coronavírus

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Posse da ministra Cármen Lúcia ainda não tem data marcada. (Foto: Carlos Moura/STF)

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia recebeu nesta semana a primeira dose da vacina contra a covid-19. Agora, o STF, conta com seis dos 11 ministros que já receberam alguma proteção imunizante contra o vírus.

Além da magistrada, mais cinco ministros foram vacinados.

Confira a lista:

— Luiz Fux: O presidente do STF recebeu a primeira dose no dia 2 de abril.

— Marco Aurélio: Ministro de 74 anos que irá se aposentar em junho, recebeu a primeira dose da vacina no final de março.

— Rosa Weber: Aos 72 anos, a ministra comunicou aos colegas da Corte ter recebido a primeira dose de imunizante contra covid no dia 18 de marco.

— Ricardo Lewandowski: Com 72 anos, Ricardo Lewandowski recebeu a primeira dose da CoronaVac no dia 24 de marco em São Paulo.

— Gilmar Mendes: O ministro, de 65 anos, recebeu a primeira dose da vacina contra a covid na última sexta-feira (16). “A ciência salva vidas”, escreveu em seu perfil no Twitter.

Desta forma, cinco ministros ainda aguardam para serem vacinados contra o vírus: Luis Roberto Barroso (63 anos), Kassio Nunes Marques (48 anos), Alexandre de Moraes (52 anos) e Edson Fachin (63 anos).

Determinação

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo, determinou, na última terça-feira (20), que o governo federal explique a decisão de interromper a divulgação do cronograma de recebimento de doses de vacinas contra a covid-19.

No despacho, o magistrado intimou o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a se manifestarem sobre o tema no prazo de cinco dias.

A decisão respondeu a ação apresentada pela Rede Sustentabilidade em 15 de abril. O documento disponível no site do Ministério da Saúde com o cronograma das entregas de imunizantes pelos fabricantes contratados foi atualizado pela última vez em 19 de março.

A Rede solicitou ao STF que o calendário de recebimento das doses seja publicado no site do Ministério da Saúde e atualizado com a frequência mínima de 15 dias. De acordo com o partido, a comunicação inapropriada do cronograma de entregas de imunizantes ao governo impacta diretamente na programação de Estados e municípios.

“Ao deixar de realizar a divulgação do cronograma de recebimento de imunizantes contra a covid-19 para a operacionalização do PNI[Programa Nacional de Imunizações], o governo federal viola frontalmente os preceitos fundamentais do direito à vida, à saúde, o dever da União de planejar e promover a defesa permanente contra calamidades públicas, a publicidade no âmbito da administração pública, da coordenação do sistema de saúde e da participação da comunidade no SUS [Sistema Único de Saúde]”, afirmou o partido.

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