Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de fevereiro de 2020
O Vaticano enviou cerca de 700 mil máscaras de proteção à China, epicentro de uma epidemia de coronavírus que já contaminou cerca de vinte mil pessoas e matou mais de 400.
A notícia é do Global Times, tabloide do Partido Comunista Chinês, que diz que a iniciativa foi apoiada pelo esmoleiro do papa Francisco, cardeal Konrad Krajewski, pela Farmácia Vaticana e pelas comunidades de chineses cristãos na Itália.
As máscaras foram obtidas por meio de doações e transportadas à China gratuitamente por companhias aéreas. Os itens são destinados às províncias de Hubei, onde a epidemia do novo coronavírus (2019-nCoV) teve início, Zhejiang e Fujian.
“Espero que as máscaras possam chegar o mais rapidamente possível aos lugares onde são necessárias, de modo que os pacientes possam sentir a preocupação da Santa Sé”, disse o vice-reitor do Pontifício Colégio Urbaniano, Vincenzo monsenhor Han Duo.
No Brasil
No início da semana passada, a classificação havia subido do nível 1, de alerta, para o nível 2, de perigo iminente, após serem anunciados os primeiros casos de suspeita em território brasileiro. O Ministério da Saúde havia informado anteriormente que o terceiro e último nível, de emergência de saúde pública, seria adotado quando fosse confirmado um caso no país.
No entanto, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta segunda-feira (03/02) ter optado por antecipar esta etapa, mesmo sem a comprovação da presença do vírus no Brasil. De acordo com Mandetta, a medida é um “ato discricionário” seu e é necessária para fazer contratações emergenciais, sem a necessidade de licitações, e assim tomar medidas para preparar o país para receber os brasileiros que serão trazidos da China e mantê-los em quarentena.
Para se fazer a busca destas pessoas, montar toda a estrutura, se definir o local (de quarentena), colocar todos os equipamentos, vamos reconhecer essa situação de emergência internacional, para poder ter os mecanismos, senão você tem que abrir licitação, leva 15 a 20 dias para se movimentar quando opera no status normal da lei de licitações”, afirmou Mandetta.
“Isso envolve poder fazer determinadas despesas que vão ser envolvidas no processo de montar uma base de quarentena.” De acordo com o ministro, a medida já é “tecnicamente” válida, mas ainda depende de assinatura de uma portaria para entrar em vigor formalmente.
O anúncio da decretação da situação de emergência no país foi feito por Mandetta após uma reunião realizada na Casa Civil. O encontro foi realizado para decidir como será feita a repatriação de 40 dos 55 brasileiros que estão em Wuhan, cidade chinesa é considerada o epicentro do atual surto de coronavírus, que disseram querer voltar ao país.
“Nem todos manifestaram interessem em retornar, tem pessoas que preferem permanecer na cidade, então, temos que primeiro definir quantas pessoas são”, afirmou Mandetta. O ministro disse ainda que só serão retirados brasileiros que estão em Wuhan, porque a cidade concentra 70% dos casos. “É a única cidade em que o governo chinês fez bloqueio, ou seja, eles estão em quarentena”, disse Mandetta.
“Quem está fora de Wuhan tem direito de ir e vir. Pode comprar uma passagem e sair do país. Se o governo chinês acabasse com a quarentena de Wuhan, não haveria necessidade de ir buscá-los.”
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