Terça-feira, 06 de maio de 2025
Por Redação O Sul | 29 de abril de 2020
O vice-presidente Hamilton Mourão avaliou nesta quarta-feira (29) que os gastos do governo por causa da pandemia de Covid-19 farão com que o equilíbrio fiscal seja atingido somente em 2023 ou 2024.
Em transmissão de vídeo ao vivo realizada pelo banco Itaú, Mourão disse que o governo do presidente Jair Bolsonaro não perdeu “o norte” da busca pelo equilíbrio fiscal por causa da pandemia e reconheceu que o Produto Interno Bruto (PIB) sofrerá uma queda, mas afirmou que a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, assim como o governo como um todo, trabalham para colocar essa queda “dentro do limite do aceitável”.
“Nesse momento da pandemia foi mais do que necessária a intervenção estatal, isso nós vimos em todos os países do mundo, independente da orientação ideológica de cada governo. Em um momento em que a própria pessoa física passa a não ter condição de gerar renda, e a empresa, de gerar emprego, compete ao Estado colocar recursos na economia”, disse Mourão. “Agora, isso é uma questão temporária e isso tem sido marcado de forma muito clara pelo ministro Paulo Guedes”, acrescentou.
“É óbvio que o recuo deste ano de 2020 vai levar que a gente só atinja um equilíbrio lá pelo ano de 2023, 2024. Essa é a minha avaliação.”
O vice afirmou ainda que a discussão sobre reformas econômicas deve ser retomada no Congresso após a eleição municipal, marcada para outubro, para que sejam aprovadas pelos parlamentares no ano que vem.
“Sabemos que não é simples de conseguir passar determinadas reformas, que são extremamente abrangentes, no Congresso. Mas temos que fazer todo o esforço possível para que elas avancem. Depois das eleições municipais teremos condições de colocar esse tema de volta para conseguirmos aprová-los em 2021”, disse.
“A nossa grande âncora fiscal, que é o teto de gastos, está seriamente ameaçada pelo avanço contínuo e inexorável dos gastos obrigatórios. E como diz o ministro Paulo Guedes, nós não podemos furar o teto, temos que quebrar o piso para não deixar esse elevador subir mais”, disse.
Mourão disse ainda esperar que, dentro de dois ou três meses, a população possa retornar à vida normal após a pandemia.
“Vamos emergir disso aí. Mais dois, três meses a gente está entrando na vida normal e na busca dos objetivos daquilo que não é específico do governo, mas objetivo do Estado brasileiro de prover o melhor para sua população”, afirmou. As informações são da agência de notícias Reuters e do jornal Folha de S.Paulo.