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Mundo Obama comenta ataques e sugere que “ocupa um triplex” na cabeça de Trump

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Obame disse que, quando ocupava a Casa Branca, tinha pouco tempo para se preocupar com seus antecessores.

Foto: Reprodução/X
Obame disse que, quando ocupava a Casa Branca, tinha pouco tempo para se preocupar com seus antecessores. (Foto: Reprodução/X)

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama disse acreditar que os ataques do presidente Donald Trump contra ele refletem “uma obsessão” e afirmou que o republicano “sabe que não falaria dessa forma” se os dois estivessem frente a frente.

Em entrevista divulgada na quarta-feira, 25, pelo podcast All The Smoke, Obama foi questionado sobre como consegue manter a postura diante da frequente atenção que Trump dedica a ele e à sua família.

“Olha, você teria que perguntar a ele de onde vem essa obsessão”, respondeu Obama aos apresentadores, os ex-jogadores da NBA Matt Barnes e Stephen Jackson.

“Obviamente, eu tenho um quarto na cabeça dele — uma suíte, aliás” – na tradução literal. No Brasil, entretanto, a ideia é similar ao meme: ‘ocupa um triplex na cabeça’, usada para dizer que alguém consome muito tempo pensando naquela pessoa.

Ele acrescentou: “Se essa pessoa — seja quem for — estivesse na minha frente, o que já aconteceu algumas vezes, não falaria dessa forma. Porque sabe que não deve.”

“Esse filtro das redes sociais cria um ambiente em que as pessoas simplesmente dizem coisas absurdas que jamais diriam pessoalmente, sem enfrentar consequências”, afirmou.

Os dois foram vistos juntos pela última vez no funeral do ex-presidente Jimmy Carter, quando ficaram sentados lado a lado, sorriram e conversaram.

Na entrevista, Obama também fez críticas indiretas a Trump. Disse que, quando ocupava a Casa Branca, tinha pouco tempo para se preocupar com seus antecessores, porque o cargo exigia dedicação constante.

Também afirmou que não se deixava consumir pelas redes sociais nem pela televisão, meios de comunicação frequentemente usados pelo atual presidente.

“A ideia de eu ficar preocupado com alguém que ocupou o cargo antes de mim e acompanhar o que essa pessoa fez hoje me parece estranha”, disse. “Isso mostra alguém que não está focado no povo americano nem no trabalho que deveria estar fazendo”.

As declarações ocorrem em um momento em que Trump voltou a intensificar os ataques contra Obama. A rivalidade entre os dois remonta a cerca de 15 anos, quando Trump passou a difundir a falsa alegação, de cunho racista, de que Obama não havia nascido nos Estados Unidos.

Na semana passada, durante a cúpula do G7, na França, Trump mencionou Obama mais de 20 vezes ao defender que o acordo de paz firmado por seu governo com o Irã era superior ao acordo nuclear negociado pelo democrata em 2015.

Durante a cúpula, Trump voltou a atacar o ex-presidente ao comentar o acordo nuclear conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA).

“Eles tentaram comprar uma saída para a situação”, afirmou Trump. “E sabe o que os iranianos fizeram? Riram de Obama e disseram: ‘Ele é um filho da puta estúpido’”.

As declarações ocorreram em meio a críticas, inclusive entre aliados do republicano, de que o novo entendimento seria semelhante ou até menos vantajoso que o firmado durante o governo Obama.

Nesta semana, Trump voltou a citar Obama ao comentar o fracasso da reforma do espelho d’água do Memorial Lincoln. Também atacou o centro presidencial inaugurado recentemente pelo ex-presidente, classificando o projeto, em uma publicação nas redes sociais, como “um monte de lixo” que se tornaria “uma Meca para aqueles que odeiam a América”.

A família Obama também têm sido alvo frequente dos ataques de Trump. No início deste ano, o presidente compartilhou em suas redes sociais um vídeo de conteúdo racista que retratava Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos. A publicação foi apagada posteriormente, e Trump atribuiu o episódio a um integrante de sua equipe, mas afirmou que não tinha motivos para pedir desculpas.

Questionada sobre as declarações de Obama, a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, citou o acordo nuclear firmado durante o governo democrata e classificou Obama como “um dos presidentes mais fracos e piores da história”.

(Com O Estado de S.Paulo)

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vanderlei stefani
26 de junho de 2026 14:40

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