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Mundo Obama entra no clima contra o aquecimento global

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Obama destacou a necessidade de adaptar as forças armadas de todo o país para enfrentar o degelo do ártico. (Foto: Reprodução)

O presidente americano, Barack Obama, disse na quarta-feira (20), durante um discurso, que o aquecimento global é uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos e insistiu para que o tema seja tratado como uma prioridade da defesa no país.

Falando em New London (Connecticut) para jovens graduados da Academia da Guarda Costeira, Obama destacou a necessidade de adaptar as forças armadas de todo o país, do Alasca à Flórida, para enfrentar o degelo do permafrost (solo permanentemente congelado)  ártico, o aumento do nível dos mares e as secas prolongadas.

Obama discursou para jovens graduados da Academia da Guarda Costeira. (Foto: Reprodução)

Obama discursou para jovens graduados da Academia da Guarda Costeira. (Foto: Reprodução)

“Vocês são parte da primeira geração de oficiais que começará a servir em um mundo onde os efeitos das mudanças climáticas serão sentidas claramente”, disse. Ele também advertiu para o custo das mudanças que estão por vir e citou uma estimativa, segundo a qual uma elevação de 30 centímetros nas águas até o fim do século poderia custar US$ 200 bilhões nos Estados Unidos. Neste sentido, disse que o nível do mar no porto de Nova York já aumentou 30 centímetros em um século.

O Departamento de Defesa lançou um estudo para avaliar a vulnerabilidade de 7 mil bases e instalações do exército americano, anunciou a Casa Branca. “Em todo o mundo, as mudanças climáticas aumentam os riscos de instabilidade e de conflitos”, insistiu Obama, para que estes eventos meteorológicos aumentarão a quantidade de “refugiados climáticos”.

“Nenhuma nação está a salvo”, advertiu. Isto “impactará na forma como nosso exército terá que defender nosso país”, razão pela qual será necessário fazer profundos ajustes dentro da organização, no treinamento do pessoal e na proteção das infra-estruturas. “Nos arredores de Norfolk (Virgínia), grandes marés e tormentas provocam cada vez mais inundações em algumas áreas da nossa base naval e da nossa base aérea”, prosseguiu.

“No Alasca, o derretimento do permafrost danifica nossas instalações militares (…) No Oeste, as prolongadas secas e incêndios ameaçam zonas de treinamento cruciais para nossas tropas”. Ao mesmo tempo em que reconheceu que certo nível de aquecimento a estas alturas é inevitável, o presidente americano pediu fazer tudo o possível para limitar a elevação das temperaturas mundiais.

Obama, que deixará a Casa Branca em janeiro de 2017, elevou o tom nos últimos meses sobre os riscos das mudanças climáticas, um tema sobre o qual não pode fazer muito em seu primeiro mandato, em parte devido à oposição no Congresso. (AG)

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