Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de junho de 2017
A PGR (Procuradoria-Geral da República) começou a analisar os pedidos de compartilhamento da delação dos executivos da Odebrecht recebidos do exterior. Já chegaram ao Brasil ao menos 22 solicitações de 8 países sobre o caso da empreiteira. Pelo acordo assinado entre o Ministério Público e a Odebrecht, o País já poderia ter começado a compartilhar as informações desde 1.º de junho.
Isso porque, a pedido da empresa, foram decretados seis meses de sigilo antes de dar aos demais países o acesso às informações.
A Odebrecht tentou, neste período, celebrar acordos internacionais com os países onde cometeu crimes de corrupção. Até agora, a empreiteira obteve sucesso apenas com a República Dominicana, primeiro a receber o material, mas há outros onde as negociações estão avançadas, como o Peru.
Dos 77 executivos da empresa, 16 falaram sobre fatos ocorridos no exterior. Os empresários narraram crimes em 11 países além do Brasil, com pagamento total de propinas estimado em US$ 788 milhões, segundo revelou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos em dezembro. A empresa fez pagamentos de propina em Angola, Argentina, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela.
Desde o dia 1.º, a Secretaria de Cooperação Internacional da PGR trabalha para separar em “pacotes” os vídeos e provas relacionados a cada país. Segundo o secretário de Cooperação Internacional, procurador Vladimir Aras, o procedimento não será demorado, mas não há prazo para enviar o material. O compartilhamento de informações entre os países não impede que a empresa celebre novos acordos. (Beatriz Bulla/AE)
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