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Economia Óleo de soja sobe mais de 84% nos últimos 12 meses e etanol, mais de 57%

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O quilo do frango, que custava R$ 1 há 20 anos, hoje sai por quase R$ 10 e já subiu 22,89% nos últimos 12 meses.(Foto: Reprodução/Agência Brasil)

Rico ou pobre, o brasileiro está hoje cercado de inflação por todos os lados. A alta de preços dos alimentos básicos, que vinha castigando as famílias de menor renda desde o ano passado, continua mostrando a sua cara ao longo de 2021.

O preço da carne, por exemplo, passa de R$ 40 o quilo e subiu o equivalente a três vezes e meia à inflação geral, que acumula alta de 9,30% em 12 meses até agosto, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)-15). O óleo de soja, o principal vilão do custo de vida, já beira R$ 8 a garrafa, e aumentou mais de oito vezes a inflação geral do período.

A diferença da inflação deste ano é que ela recebeu um componente altamente explosivo que fez a alta de preços se alastrar por toda a economia. Produtos que são considerados preços de referência, isto é, entram na formação de outros preços, como diesel, energia elétrica, por exemplo, dispararam e contaminaram os demais.

Deste grupo, o preço mais visível para o brasileiro de maior renda aparece na bomba de gasolina, com o litro vendido por até R$7. Para os mais pobres, o preço de referência é o gás de cozinha, cujo valor do botijão beira hoje R$ 100 e acumula alta de mais de 30% em 12 meses.

“A inflação deste ano está mais ‘democrática’: atinge ricos e pobres”, resume o coordenador de índices de preços da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Braz.

Ele explica que enquanto carestia batia só nos alimentos, os mais pobres eram os mais afetados, porque consomem mais esses itens. Enquanto isso, as famílias mais abastadas não tinham a percepção, na mesma intensidade, de que a inflação tinha disparado.

Impedido de gastar com serviços, de circular de carro e de viajar de avião por causa da pandemia, o estrato social de maior renda viu muitos preços de produtos e serviços que consumia estacionados ou até em queda no ano passado por causa do isolamento social. Com isso, os ricos conseguiram poupar.

Mas o que se vê neste ano é que a pressão de preços se espalhou. A desvalorização do câmbio, que turbinou as cotações em reais do petróleo e dos combustíveis, e a crise hídrica, que afetou a geração de energia e as tarifas e reduziu a produção agrícola, fizeram a inflação tomar outro rumo.

Para todos

“Agora a inflação é percebida por todos”, diz Braz. A alta do preço do arroz, prato básico que pesa no bolso do brasileiro comum, foi 36,89% em 12 meses até agosto. Esse aumento praticamente se equipara ao avanço do preço da gasolina no mesmo período, de 39,52%, e é consumida pelos mais ricos.

Esse espalhamento aparece no porcentual de itens que estão subindo de preço no IPCA-15. Em agosto, essa fatia é de 73,30% e só perde para janeiro de deste ano, que foi de 73,84%. “Um resultado acima de 60% já seria problemático”, frisa o economista da LCA Consultores, Fábio Romão. Um resultado na faixa de 70% revela, na sua avaliação, que a inflação está pegando todas as classes sociais.

Segundo o economista, há uma gama mais complexa de pressões inflacionárias atuando e também que estão a caminho. Elas estão nos serviços e nos bens industriais. Ele lembra, por exemplo, que, com a reabertura das atividades suspensas por conta do lockdown, há risco de a inflação de serviços disparar, já que as famílias de maior renda terão predisposição para gastar a poupança acumulada no período de fechamento.

Também os bens industriais, que tiveram as cadeias de produção desorganizadas, ainda não voltaram à normalidade. Isso significa falta de peça, por exemplo, no carro zero, e mais inflação para o consumidor.

Até produtos que foram considerados símbolos do Plano Real, responsável pela estabilização da economia brasileira a partir de julho de 1994, após um longo período de hiperinflação, entraram para a vala comum da alta de preços.

Vinte sete anos atrás, o quilo do frango inteiro custava R$ 1. Hoje sai por quase R$ 10 e já subiu 22,89% nos últimos 12 meses até meados de agosto. O iogurte, outro ícone, no passado, da estabilidade econômica e de alimento acessível aos mais pobres por conta da queda da inflação, hoje está no polo oposto. O preço do produto subiu 14,09% nos últimos 12 meses até este mês, bem acima da inflação geral no período.

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Ari Maragato Linck
26 de agosto de 2021 12:15

…e daí tá bom,faz arminha que baixa bando de incompetentes..

Macporto Edyeh
26 de agosto de 2021 18:19

Enquanto isso, os COVARDES senadores que “representam o Rio Grande do Sul” se ESCONDEM na votação SECRETA para a apreciação da recondução do PGR! Porque não declararam seus votos se “acreditam” que estão representando os interesses de seus eleitores??? 10 votaram contra sendo que 7 tiveram a hombridade de declararam-se contra!! 55 votaram a favor mas tiveram vergonha de expor seu voto!!

Macporto Edyeh
26 de agosto de 2021 18:22

Esse DESgoverno ainda diz que a inflação é de 9,3% ….

Macporto Edyeh
26 de agosto de 2021 18:23

E os deputados que deveriam representar o RS estão fazendo o que? NADA ZERO !!

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