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Saúde Ômicron é menos agressiva para o pulmão

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Primeira imagem da Ômicron, da Universidade de Hong Kong. (Foto: Divulgação)

O jornal norte-americano The New York Times teve acesso a uma série de pesquisas recentes sobre os impactos da variante ômicron e os resultados mostram os primeiros indicativos de que a nova cepa causa sintomas mais brandos que outras variantes do coronavírus, como a delta.

Em estudos com ratos e hamsters, a Ômicron produziu infecções menos graves, muitas vezes limitadas às vias respiratórias superiores: nariz, garganta e traqueia. A variante causou muito menos danos aos pulmões, onde as variantes anteriores costumavam causar cicatrizes e sérias dificuldades respiratórias.

“É preciso dizer que a ideia de uma doença que se manifesta principalmente no sistema respiratório superior está surgindo”, afirmou Roland Eils, biólogo computacional do Instituto de Saúde de Berlim, que estudou como os coronavírus infectam as vias aéreas.

Até novembro, quando os primeiros registros da ômicron foram feitos na África do Sul, os cientistas faziam apenas suposições e palpites de que a nova forma do vírus causava sintomas menos agressivos. Durante o mês de dezembro, mais de dez conjuntos de pesquisa de diversas partes do mundo, como Japão, Estados Unidos e Hong Kong, analisaram a nova cepa.

Os estudos foram feitos em ratos de laboratório (camundongos e hamsters) e tecidos humanos. Com isso, a comunidade científica chegou aos primeiros indicativos concretos de que, apesar da ômicron se espalhar de forma mais rápida do que outras cepas da covid, ela possui menor gravidade.

As pesquisas observaram que a maior parte dos sintomas apresentados no teste ficaram entre as vias aéreas – nariz, garganta e traqueia. Nos pulmões, diferentemente de outras variantes que chegavam a causar síndrome respiratória aguda, a ômicron apresentou poucos danos, apesar da combinação do vírus ser avaliada como singular e preocupante entre as cerca de 50 mutações genéticas na proteína spike (proteína responsável por se encaixar nas células humanas e permitir a invasão do vírus).

Porém, há também um consenso em apontar a maior virulência da ômicron, que causou um recrudescimento da covid-19 em vários países, resultando até mesmo um maior número de infecções de pessoas vacinadas e que já haviam contraído a doença (ressalta-se que pessoas sem vacina registram percentual de infecção muito maior, assim como outras variantes). Apesar disso, o número de hospitalizações subiu modestamente, o que fez circular a teoria de que a ômicron tinha impactos de menor gravidade.

Como as primeiras infecções da ômicron ocorreram predominantemente em jovens, além de pessoas vacinadas ou que já haviam sido infectadas pelo vírus, os estudiosos não conseguiam cravar que ela era de fato menos grave, até essa última bateria de estudos.

Em parecer publicado no último dia 29, cientistas japoneses destacaram que os hamsters sírios, espécie que adoeceu gravemente em todas as cepas da covid, apresentaram menos danos pulmonares, haviam perdido menos peso e registram menor probabilidade de morrer. O mesmo resultado foi registrado em outras espécies de hamster que tinham reações menos intensas do que a espécie síria.

Diversos outros estudos feitos com os roedores que o jornal americano teve acesso obtiveram o mesmo resultado. O nível de vírus da ômicron registrado em pulmões é 10% ou menos do observado em outras variantes. As informações são dos jornais Correio Braziliense e The New York Times.

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