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Brasil ONU se diz “horrorizada” com operação no Rio de Janeiro e cobra investigação rápida

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Até o momento, foram confirmadas 64 mortes.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A operação policial deixou mais de 100 mortos até o momento. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) informou estar “horrorizado” com a megaoperação policial nas comunidades do Rio de Janeiro e pediu investigações “rápidas e eficazes”. Em uma publicação nas redes sociais, a ONU diz que ação reforça a tendência de consequências letais das operações policiais em comunidades marginalizadas do Brasil.

“Lembramos às autoridades suas obrigações perante o direito internacional dos direitos humanos e instamos investigações rápidas e eficazes”, diz a publicação.

A megaoperação, deflagrada na terça-feira (28) afetou os Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro.

A polícia e criminosos da facção entraram em combate e criaram cenas de “zonas de guerra” na região, com incêndios, fumaça e até ataques com drones.

A megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (29) pelo governo do Rio.

A ação, considerada a mais letal da história do estado, mobilizou 2,5 mil agentes civis e militares e provocou bloqueios em vias, suspensão de aulas em 83 escolas e paralisação de linhas ônibus.

Moradores relataram ter encontrado dezenas de corpos na área de mata e levaram parte deles até a Praça São Lucas, na Penha. De acordo com a Polícia Civil, 63 corpos foram localizados na região durante as buscas.

Segundo o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF), o número de letalidades em uma única operação é o maior já registrado no Estado fluminense.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, manifestou críticas à falta de priorização da segurança pública no estado por parte do governo federal, especialmente durante a operação policial no Complexo do Alemão e da Penha. Apesar das críticas à gestão da segurança pública, Castro afirmou que não acredita em retaliação política: “Duvido que alguém eleito pelo povo faria algo contra o povo do Rio”.

Segundo Castro, em três ocasiões diferentes, foram solicitados blindados da Marinha para auxiliar nas operações, mas não houve resposta positiva. A justificativa apresentada envolvia a necessidade de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO), medida que não teve apoio.

Castro destacou que, apesar das dificuldades, existe um trabalho de integração com a Polícia Federal, citando operações bem-sucedidas recentes, incluindo o desmantelamento de uma fábrica de fuzis e ações contra lavagem de dinheiro.

O governo fluminense descreve a operação como a maior em 15 anos, marcada por intensa mobilização policial para conter a atuação do Comando Vermelho, que há meses ampliava sua presença em áreas estratégicas do Estado.

Já o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que não recebeu nenhum pedido do governador Cláudio Castro para a megaoperação.

“Não recebi nenhum pedido do governador do Rio de Janeiro, enquanto ministro da Justiça e Segurança Pública, para esta operação. Nem ontem e nem hoje. Absolutamente nada”, disse o ministro em coletiva.

A operação, considerada a maior da história do Estado, teve como objetivo combater a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e prender lideranças criminosas que atuam no Rio e em outros Estados.

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Jorge Bressan
28 de outubro de 2025 23:48

Lá vem a tal de ONU de novo!!

Anderson Cardoso da Silva
28 de outubro de 2025 23:58

ONU vermelha ..governo federal sem morar para criticar a polícia. do Rio ,a poucos dias colocou traficantes como vítimas.

Vanderlei Stefani
29 de outubro de 2025 01:19

‘Sob o disfarce da segurança, o Estado do Rio executou uma ação política de desestabilização. O alvo não é o crime, mas o governo federal e a soberania do País’

Miltch Mitch
29 de outubro de 2025 01:33

Mas e lógico. Muitos da turma da ONU adoram talco.
Quanto aos moradores de bem, garanto que estão de festa com a EXCELENTE OPERAÇÃO DA POLÍCIA.
TRISTE FORAM AS 4 BAIXAS POLICIAIS.

Glaucio Dos Santos Brum
29 de outubro de 2025 12:00

A maior guerra que vivemos é a de ter que conviver diariamente e expor nossos filhos nas ruas, praças e escolas, ao lado de “vítimas da sociedade”, ou ficar trancados em casa para que o crime ande livremente à nossa volta. Consequência de anos de omissão por parte dos três poderes, por motivos que muitos conhecem.

Vanderlei Ochoa
29 de outubro de 2025 10:21

Quem diz que no Brasil não tem guerra?

Glaucio Dos Santos Brum
29 de outubro de 2025 11:50

Foram anos de negligência e descaso para com a segurança, a brandura das leis que permitem que o usuário possa portar determinada quantia de drogas e utilizar sem ser responsabilizado, o tratamento do criminoso como sendo vítima da sociedade, entre outros fatores que se escondem nos bastidores da política, em um país onde o cidadão está preso e o delinquente solto. Excesso de direitos sem obrigações só poderia chegar a isso.

Jorge Ferreira
29 de outubro de 2025 11:52

viu o que aconteceu no rio estadista lula ?

Denise Goulart de Munhós
29 de outubro de 2025 12:00

Que importância tem a opinião da ONU para um país que tem soberania??

César Alexandre Jardim Marques
29 de outubro de 2025 12:27

A ONU tinha que mandar investigar os túneis embaixo dos postos da própria ONU utilizados pelo HAMAS na Faixa da Gaza. Aí iria ficar HORRORIZADA.

Fernando Krause
29 de outubro de 2025 14:38

Quem é a ONU na fila do tiroteio…

Vanderlei Stefani
29 de outubro de 2025 19:39

Uma planilha obtida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou que o Comando Vermelho (CV) desembolsou mais de R$ 5 milhões em um único mês na compra de armas e munições.

Parte desse arsenal foi adquirida junto a fornecedores legalizados, entre eles Eduardo Bazzana, um CAC (caçador, atirador e colecionador) registrado no Exército Brasileiro.

🔗 https://pensarpiaui.com/…/comando-vermelho…/51304

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Anderson Cardoso da Silva
30 de outubro de 2025 01:00

Esta bosta esquerdopata nunca resolver nada..

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