Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de agosto de 2017
A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (16), a Operação Étimo para combater lavagem de dinheiro, evasão de divisas, crimes contra o sistema financeiro nacional e corrupção no Rio Grande do Sul e em Brasília. A ação é um desdobramento da Operação Lava-Jato.
Mais de 50 policiais federais cumprem dois mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, um em Canoas, um em Glorinha e um em Brasília. Também foram autorizados pela Justiça Federal o sequestro de bens e o afastamento de sigilo dos investigados.
Com dados obtidos a partir de compartilhamento das informações da 26ª Fase da Operação Lava-Jato, batizada de Xepa, foi possível aprofundar as investigações sobre esquema envolvendo a lavagem de dinheiro por meio de entidade associativa ligada a grandes empreiteiras, de acordo com a PF
A entidade recebia das empreiteiras um percentual do valor de obras públicas realizadas no Estado. Contratos de assessoria entre a entidade associativa e empresas de fachada eram utilizados para dar aparência de legalidade às operações financeiras de retirada de valores dessa entidade. A movimentação ilegal desses recursos, no Brasil e no exterior, sua origem e sua destinação são objetos de investigação pela Operação Étimo.
O nome da Operação é uma referência à origem das informações que possibilitaram o aprofundamento das investigações. Étimo é um termo que exprime a ideia de origem, que serve de base para uma palavra, a partir da qual se formam outras.
Xepa
Em 22 de março de 2016, a Operação Xepa fez uma devassa na Odebrecht, cumprindo seis mandados de prisão, entre temporários e efetivos, contra executivos e doleiros da empreiteira. Também ordenou a condução coercitiva de Cláudio Melo Filho, então vice-presidente de Relações Políticos Institucionais da empresa, e de Andrés Sanchez, então vice-presidente do Corinthians.
Naquela data, a imprensa noticiou que a construtora havia decidido fechar um acordo de delação premiada de seus principais executivos, inclusive do ex-presidente Marcelo Odebrecht. Essas colaborações, realizadas em dezembro, deram origem aos inquéritos e pedidos de investigação tornados públicos em abril deste pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF (Supremo Tribunal Federal).
Delatores
Os delatores da Lava-Jato Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa e Fernando Baiano voltam a ser ouvidos nesta quarta-feira pelo juiz Sérgio Moro. Os três são testemunhas do Ministério Público Federal no processo que é movido contra dois executivos ligados à empreiteira Queiroz Galvão: Ildefonso Colares Filho e Erton Medeiros.
Os dois executivos são acusados de oferecer R$ 10 milhões em propina ao então senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), morto em 2010, e ao deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) para que a CPI da Petrobras, instalada em 2009, não prosseguisse.
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