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Brasil Os advogados do ex-assessor de Flávio Bolsonaro entregaram o atestado de que ele fará uma cirurgia urgente

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Queiroz admite ter "capital político" e garante não ter cometido "qualquer ato criminoso". (Foto: Reprodução de TV)

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) informou que, na tarde de quinta-feira (27), advogados do ex-assessor do deputado estadual e futuro senador, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Fabrício Queiroz, entregaram ao órgão atestados médicos comprovando “grave enfermidade do investigado”. O texto diz que Queiroz irá se submeter a uma cirurgia urgente.

Ainda segundo os advogados do ex-assessor, Queiroz ficará à disposição para prestar depoimento assim que tenha autorização médica. A comunicação ao MP foi recebida por meio do Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça.

O MP-RJ acrescentou que outras diligências já anunciadas estão previstas para ocorrer. Uma delas é o depoimento de Flávio Bolsonaro, sugerido para o dia 10 de janeiro. O órgão ressaltou que a investigação sobre o caso permanece sob total sigilo.

Queiroz passou a ser investigado após o nome dele aparecer em relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) por movimentações financeiras de mais de R$ 1,2 milhão consideradas suspeitas.

A documento do Coaf foi anexado à investigação que resultou na Operação Furna da Onça, desdobramento da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro que prendeu dez deputados estaduais.

O relatório apontou movimentações financeiras de servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Rio e de pessoas relacionadas a eles que, segundo a investigação, são incompatíveis com a capacidade financeira dos citados.

Além disso, o Coaf identificou um grande volume de depósitos e saques de Queiroz inferiores a R$ 10 mil, o que, segundo o relatório, seria para dificultar a identificação da origem e do destino do dinheiro.

“Sou um cara de negócios”

Após faltar a duas oitivas, pela primeira vez Queiroz veio a público, na última quarta-feira (26), falar sobre o caso. O ex-assessor concedeu entrevista ao SBT na qual justificou as movimentações afirmando que é um “cara de negócios” e que faz dinheiro com compra e revenda de carros.

“Eu sou um cara de negócios. Eu faço dinheiro. Eu faço, assim, eu compro, revendo, compro, revendo. Compro carro, revendo carro. Eu sempre fui assim. Sempre. Eu gosto muito de comprar carro em seguradora. Na minha época, lá atrás, comprava um carrinho, mandava arrumar, vendia. Tenho segurança”, disse.

Entre as transações consideradas suspeitas, o relatório do Coaf aponta R$ 24 mil depositados na conta de Michelle Bolsonaro, mulher do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

O próprio Jair Bolsonaro confirmou o pagamento afirmando que o valor se refere à quitação de parte de uma dívida de R$ 40 mil que Queiroz tinha com o próprio presidente eleito.

Ao SBT, o ex-assessor repetiu a explicação de Jair Bolsonaro sobre o depósito dizendo que pagou o empréstimo com dez cheques de R$ 4 mil. Segundo ele, nunca houve um depósito de R$ 24 mil.

Também à emissora, Queiroz disse que a explicação para depósitos de funcionários do gabinete em terem sido feitos em sua conta bancária será dada ao MP. Esse ponto é considerado crucial pelo órgão.
De qualquer modo, o ex-assessor negou que ele e os funcionários repassassem parte de seus salários ao deputado Flávio Bolsonaro.

“No nosso gabinete, a palavra lá é: não se fala em dinheiro, não se dá dinheiro. Toda hora bate alguém no gabinete pedindo R$ 10, R$ 20, pedindo pra remédio. É proibido falar em dinheiro no gabinete, nunca, nunca. Isso é uma covardia rotular o que está acontecendo comigo ao deputado Flávio Bolsonaro. Eu não sou laranja. Sou homem trabalhador, tenho uma despesa imensa por mês”, afirmou.

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