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Brasil Os amigos de Lula temem que ele entre em depressão na prisão

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O tema ganhou repercussão maior, no entanto, com a condução coercitiva do ex-presidente Lula, em março de 2016. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Os amigos e assessores mais próximos de Lula estão preocupados com a possibilidade de ele entrar em depressão na cadeia.

Eles afirmam que o ex-presidente costumava falar sem parar, da hora em que acordava até quando ia dormir, sempre cercado de gente. E isso desde criança, já que foi criado com seis irmãos.

A defesa estuda pedir que Lula seja transferido para uma sala de Estado Maior em dependências militares. Ele teria esse direito já que, como presidente, foi chefe das Forças Armadas.

Os advogados do ex-presidente Cristiano Zanin e Sigmaringa Seixas puderam ficar com ele por algumas horas na noite em que o petista chegou à prisão.

Depois de esvaziar a mala e colocar as coisas dele no armário, ajudaram Lula a fazer a cama.

Antes que o ex-presidente viajasse a Curitiba, eles tiveram que comprar lençóis, fronhas, toalhas, sabonetes, cobertor e travesseiros para Lula. A Polícia Federal não fornece nada aos presos.

Na hora de fazer a mala, familiares do ex-presidente questionavam se poderiam colocar chocolates na bagagem. E lixas de unha, que Lula usa diariamente.

Na pressa, eles esqueceram de colocar o aparelho de apneia que Lula usa quando dorme.

Telefone

Petistas estão se organizando para telefonar o dia todo para a Superintendência da Polícia Federal no Paraná, onde Lula está preso, perguntando se ele passa bem. Um deles chegou a ouvir como resposta que o ex-presidente está mais seguro lá dentro do que nas ruas do País.

Notas de reais

Outro plano em curso é escrever “Lula livre” em notas de reais, para aumentar a circulação da ideia. Um apoiador do petista disse num grupo que a frase circularia mais rápido caso Geddel Vieira Lima (MDB-BA), hoje preso em Brasília, aderisse à campanha — ele se referia aos R$ 50 milhões encontrados num apartamento e atribuídos ao ex-ministro.

Mudança de sede 

Uma reunião da Executiva Nacional do PT na tarde de segunda-feira formalizou a mudança da sede nacional do partido de São Paulo para Curitiba. “Vamos fazer essa transferência. O comando político do PT passa a funcionar aqui”, disse a senadora paranaense Gleisi Hoffmann, presidente nacional da sigla.

De acordo com Gleisi, a mudança vai durar enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanecer preso na capital paranaense. Na reunião, o comando do partido voltou a classificar Lula como um “preso político” e reafirmou a candidatura dele à Presidência em 2018. “Vamos lutar pela candidatura do Lula”, disse a senadora.

A mudança simbólica tem também caráter prático. Com Lula detido na carceragem da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, as reuniões da cúpula do PT têm ocorrido na cidade. A prioridade do partido é sempre ouvir o que o ex-presidente tem a dizer para então fazer suas deliberações.

Gleisi, que mora em Curitiba, foi escolhida por Lula para ser sua porta-voz no PT. Outras lideranças importantes, como o senador Lindbergh Farias (RJ) e os deputados federais Paulo Pimenta (RS) e Patrus Ananias (MG), também estão em Curitiba. A tendência é que outros líderes da legenda venham para a cidade nos próximos dias.

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