Domingo, 22 de março de 2026
Por Redação O Sul | 21 de janeiro de 2018
Centenas de pessoas voltaram no último sábado (20) a formar longas filas em centros de saúde de Buenos Aires (Argentina) e nos arredores para se vacinar contra a febre amarela antes de viajar para o Brasil.
O Hospital Posadas, em Palomar, era um dos locais onde havia cerca de mil pessoas em busca da vacina.
No entanto, segundo informaram fontes do hospital à agência estatal “Télam”, só tomaram a vacina aproximadamente 300 pessoas.
Os cidadãos se queixam que muitos centros privados e públicos de Buenos Aires e outras localidades da província homônima não contam com doses.
Isto ocorre porque, nos últimos dias, centenas de pessoas foram em busca da vacina alertadas pelo surto de febre amarela que afeta o Brasil desde dezembro de 2016 e que se agravou em janeiro.
Concretamente, na sexta-feira (19), dezenas de viajantes compareceram a centros públicos da cidade para receber, por ordem de chegada, uma senha para tomar a vacina, já que a quantidade de dose aplicada diariamente é limitada.
Isto provocou a formação de longas filas nas quais os cidadãos tiveram que esperar entre três e seis horas para se imunizar, levando em conta que a vacina deve ser aplicada com pelo menos dez dias antes da viagem, segundo recomenda a OMS (Organização Mundial da Saúde).
Várias pessoas consultadas pela agência de notícias Efe em um dos centros públicos com mais vacinas (por volta 700) lamentaram a falta de habilitação de mais locais públicos, já que nos centros privados também a aplicam, mas cobram 500 pesos (US$ 26) e a dose não tem cobertura do seguro saúde.
Por causa das queixas pelas longas esperas, o Ministério de Saúde argentino informou no sábado (21) às linhas aéreas que operam para o Brasil que não é necessário que os viajantes apresentem um certificado de vacinação para entrar no País.
Febre amarela
Há dois tipos: o silvestre e o urbano. O silvestre é o mais comum, e ocorre em áreas rurais e de mata. O mosquito pica um macaco infectado (hospedeiro) e depois pica o homem (hospedeiro acidental), transmitindo, assim, a doença.
O tipo de transmissão urbana, em que o mosquito Aedes aegypti (vetor) pica um homem (único hospedeiro) e depois pica outro, não é registrado no País desde 1942. Nesses casos, não existe a transmissão direta entre humanos.
Na primeira fase da doença (3 dias) os sintomas são: dor de cabeça, febre baixa, fraqueza e vômitos, dores musculares, principalmente nas costas e dor nas articulações.
Na segunda fase, que dura cerca de 24 horas: diminuição dos sintomas da primeira fase e sensação de melhora.
Na terceira fase: febre alta, icterícia (pele amarelada), inflamação no fígado e rins, vômitos com sangue, urina escura, sangramentos de pele, olhos avermelhados, evolução até a morte.
Prevenção
Vacinação em dose integral (0,5ml válida para a vida toda) ou dose fracionada (0,1ml válida ao menos de 8 anos). Crianças devem ser vacinadas a partir dos 9 meses de vida (6 meses em áreas de risco).
Tratamento
É apenas sintomático, com antitérmicos e analgésicos (anti-inflamatórios e salicilatos como AAS não deve ser usados). Hospitalização quando há necessidade, com reposição de líquidos e perdas sanguíneas. E o uso de tela, por exemplo, para evitar o contato do doente com mosquitos.
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