Segunda-feira, 02 de março de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Os ataques de Donald Trump às empresas de comunicação provocaram a reação da mídia americana, que tem respondido com mais velocidade e força às críticas da Casa Branca

Compartilhe esta notícia:

(Foto: Reprodução)

Os ataques de Donald Trump e seu governo às empresas de comunicação estão se tornando rotina: no mais recente episódio, na segunda-feira à noite (6), o presidente acusou os jornais de, “por alguma razão”, não cobrirem direito os ataques terroristas. A novidade é a reação da mídia americana, que tem respondido com mais velocidade e força às críticas da Casa Branca. Se há de fato uma guerra pela informação, como alguns acreditam, a imprensa dá mostras de que também irá à luta.

“Os radicais islâmicos terroristas estão determinados a atacar nossa pátria, como fizeram no 11 de Setembro (de 2001), como fizeram em Boston, Orlando, em San Bernardino e em toda a Europa”, disse Trump. “Em toda a Europa estão acontecendo [ataques terroristas]. Em muitos casos, a imprensa muito, muito desonesta não quer relatá-los. Eles [a imprensa] têm suas razões, e vocês sabem disso.”

Pressionado, Sean Spicer, porta-voz da Casa Branca, afirmou que em muitos casos havia, sim, cobertura da imprensa, mas não de forma suficiente. Ele citou a publicação de 78 ataques em todo o mundo — não apenas na Europa, como havia dito Trump, mas em muitos episódios no Oriente Médio — ocorridos entre setembro de 2014 e setembro de 2016 que “não receberam a atenção da mídia que eles mereciam”. Entre os episódios listados, há alguns que dominaram o noticiário de todo o planeta, como os ataques de Paris, Bruxelas, Orlando, San Bernardino (a cidade californiana foi grafada de forma errada pelo governo) e na Tunísia, com centenas de mortos. Outros episódios foram tentativas, que não causaram mortes.

Diversos veículos americanos e europeus, como os jornais “Washington Post”, o “New York Times” e o “Guardian”, além das redes CNN, CBS e a agência de notícias AP reagiram. Em poucas horas, publicaram a lista completa de links com as notícias que comprovam a ampla cobertura jornalística dos eventos. Alguns destes episódios, lembraram, foram manchetes por dias seguidos. E muitos criticaram a falta de clareza de Trump, que deixou suspeitas no ar ao afirmar que as empresas de notícias tinham “suas razões”. (AG)

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Oposição cobra renúncia de Santos após denúncia de propina da Odebrecht
Governo do Espírito Santo transfere controle da segurança às Forças Amadas
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar