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Brasil Os bombeiros acharam uma nova ossada sob os escombros do prédio que incendiou e desabou em São Paulo

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Os ossos estavam espalhados entre os destroços. Em 9 dias de buscas, os bombeiros já localizaram o corpo de Ricardo Galvão e de uma segunda vítima. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O Corpo de Bombeiros localizou, no final da manhã desta quarta-feira (9), restos mortais que indicam ser de um terceiro corpo que foi soterrado pelos escombros do prédio Wilton Paes de Almeida, que caiu após pegar fogo no Centro da capital paulista no dia 1º.

Os ossos estavam espalhados entre os destroços. O IML (Instituto Médico Legal) recolheu a ossada para buscar a identificação dela com algum dos desaparecidos. Com nove dias de buscas, os bombeiros já localizaram o corpo de Ricardo Galvão, morador do prédio conhecido como Tatuagem, e de uma segunda vítima que aparenta ser de um homem, mas ainda não identificado.

Na tarde desta quarta, o número oficial de possíveis vítimas foi atualizado pelos bombeiros após a localização com vida de um dos desaparecidos. O ambulante Artur Héctor de Paula, que morava no prédio, foi encontrado na casa de familiares em Minas Gerais, informou a Polícia Civil. “O Artur está vivo. Está em Minas com a família”, declarou o delegado seccional Marco Antônio de Paula Santos, chefe do inquérito sobre o incêndio. Artur foi considerado desaparecido após uma tia dele registrar seu desaparecimento na polícia na segunda (7).

Com a confirmação, ainda são considerados desaparecidos a faxineira Eva Barbosa e o marido dela, Valmir de Souza Santos, Selma Almeida da Silva e seus filhos gêmeos, Wendel e Wender, além de Francisco Lemos Dantas.

Para os bombeiros, a região dos destroços é muito sensível. “Estamos no ponto crucial. Sabíamos que não haveria vítimas nos andares superiores, já que do 11º andar para cima ninguém morava”, afirmou Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo.

Curto-circuito

Na semana passada, a polícia disse que, após ouvir uma testemunha, concluiu que um curto-circuito no quinto andar, provocado por excesso de aparelhos ligados em uma tomada, foi a causa do fogo no prédio.

Reportagem da Folha de S.Paulo desta quarta relevou que o combate às chamas no prédio foi dificultado pela falta de água em hidrantes da região central de São Paulo. Isso obrigou os bombeiros a adotarem uma espécie de racionamento no auge do combate ao incêndio, com a redução da potência de jatos das mangueiras direcionadas ao fogo.

A economia forçada de água ocorreu em uma estratégia para que as mangueiras não ficassem completamente secas enquanto os caminhões-pipa da corporação se revezavam em ação de apoio à operação. O prédio invadido pelos sem-teto tinha muito material inflamável, como papelão e madeira, e a retirada dos elevadores transformou os buracos em verdadeiras chaminés, que jogavam o calor para os andares superiores do prédio.

O desabamento provocou ainda a interdição de cinco imóveis em seu entorno, sendo quatro prédios e a igreja. Segundo a Defesa Civil, todos os bloqueios são totais e não há previsão de liberação. Não foi encontrado risco iminente de colapso em nenhum deles, mas eles seguem monitorados pelo órgão.

 

 

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