Terça-feira, 26 de Maio de 2020

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Notícias Os casos de latrocínio no Rio Grande do Sul caíram 87% em março, na comparação com o mesmo mês no ano passado

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Análise comparativa mostrou redução de oito para um caso de roubo com morte. (Foto: EBC)

A SSP (Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul) divulgou nesta quarta-feira (8) novas marcas inéditas na diminuição dos indicadores de criminalidade no Rio Grande do Sul para o mês de março. Dentre os principais resultados comparativos está a queda de 87,5% nos casos de latrocínio (um caso), em relação ao mesmo mês em 2019 (oito). Trata-se do menor número para o período desde 2002.

De acordo com o governo gaúcho, a queda de março colaborou para aprofundar o resultado no acumulado desde janeiro. Houve baixa de 33,3% nos roubos com morte na comparação dos primeiros trimestres do ano passado e deste. Passou-se de 21 ocorrências para 14, também o menor total para o intervalo temporal desde que o Estado iniciou a contabilização de crimes.

Em Porto Alegre, com um só caso desde o início do ano (ocorrido em fevereiro), o primeiro trimestre fechou com queda de 50% sobre igual período de 2019, quando houve duas mortes durante assaltos (em março). Neste ano, o terceiro mês encerrou sem latrocínios na Capital.

A avaliação da SSP é de que o foco territorial aplicado pelo programa “RS Seguro” (que intensifica o combate ao crime nos 18 municípios que tinham os maiores índices na última década) influenciou a forte queda de roubos com morte em março: “Dos sete latrocínios a menos em relação a 2019, cinco deixaram de ocorrer em cidades que compõe o grupo priorizado – além dos dois da Capital, um em Pelotas e dois em Caxias do Sul”.

Fora desse bloco, os municípios de Farroupilha, São Marcos e Santa Cruz do Sul tiveram um latrocínio cada em março do ano passado e, em igual período de 2020, nenhum. O caso registrado em Bagé, que impediu zerar a contagem desse tipo de crime, fecha a conta.

Roubos de veículos

A pandemia do novo coronavírus, pela redução na circulação de pessoas, também teve impacto relativo nos indicadores criminais. Embora as primeiras medidas de restrição à movimentações tenham sido adotadas já na metade da segunda quinzena do mês, com a decretação do estado de calamidade pública em 19 de março, a redução do número de cidadãos nas ruas também diminuiu as chances de assaltos durante o mês.

Um dos principais tipos de crime com potencial para evoluir ao latrocínio, o roubo de veículo no RS teve uma queda de 10% no mês passado em relação a igual período de 2019, passando de 957 casos para 858. Das quase cem ocorrências a menos, 75 deixaram de ocorrer em Porto Alegre, onde as restrições para circulação necessitaram ser mais severas logo no início da quarentena – o total de veículos levados por assaltantes caiu de 426 para 351 (-18%).

Na comparação dos intervalos entre janeiro a março, a retração nos roubos de veículo em todo o Estado chegou a 18,7%, caindo para 2.654 no primeiro trimestre deste ano contra 3.265 no mesmo recorte do ano anterior. A mesma comparação na Capital resultou em redução de 25,8%, com 1.466 casos nos três meses iniciais de 2019 e 1.088 entre janeiro e março de 2020.

Assaltos a pedestres

Da mesma forma, o isolamento social desde os últimos 11 dias de março, extremamente necessário para frear a propagação da Covid-19, também contribuiu à redução dos roubos a pedestre. Em todo o Rio Grande do Sul, o número de ocorrências desse tipo de crime no mês caiu de 4.115 no ano passado para 3.294 neste ano (-20%).

“Em Porto Alegre, a diminuição no roubo a pedestre no terceiro mês do calendário foi de 18%, com 1.824 casos em 2019 e 1.497 registros em 2020”, finalizou a Secretaria.

(Marcello Campos)

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