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Economia Os desembolsos do BNDES para energia eólica dobram e batem recorde em 2017

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De acordo com dados da Abeeólica, o país atingiu no início de dezembro a marca de 500 parques de geração eólica instalados. (Foto: Reprodução)

Os desembolsos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para geração eólica bateram recorde em 2017, dobrando ante 2016, informou a instituição nessa quinta-feira. Os empréstimos do BNDES para o setor totalizaram 7 bilhões de reais e representaram mais da metade do total destinado pelo banco para a área de energia no ano passado.

Segundo o BNDES, em todo o ano passado, os desembolsos do banco para o setor de energia totalizaram 13,4 bilhões de reais. Com a redução de preços e o aumento da eficiência, a geração eólica vem ganhando cada vez mais espaço na matriz energética brasileira.

Em leilão em dezembro, o Brasil contratou pela primeira vez projetos eólicos por preços inferiores ao de hidrelétricas. “A eólica foi o grande destaque de 2017, com mais desembolso inclusive do que empréstimos para projetos de hidrelétricas, que no passado era expressivo”, disse a jornalistas a superintendente da área de energia do banco, Carla Primavera.

De acordo com dados da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), o país atingiu no início de dezembro a marca de 500 parques de geração eólica instalados, o equivalente a uma capacidade 12,64 gigawatts. A previsão é que até 2020 essa capacidade alcance 17 gigawatts. “O BNDES é o grande apoiador da eólica no Brasil”, frisou Primavera.

Solar

O banco também fez no ano passado o primeiro empréstimo para geração solar no Brasil, no valor de 529 milhões de reais para um projeto em Minas Gerais.

O empreendimento, que conta com cinco usinas fotovoltaicas, que somarão uma potência instalada de 150 megawatts, pertence à francesa EDF e à Canadian Solar.

“Esperamos que o desembolso para eólica vai se manter em 2018, que já é bastante expressivo, e a gente imagina um crescimento forte este ano no financiamento de linhas de transmissão de leilões já realizados pelo governo. Há também outros projetos de solar em carteira em análise”, disse a superintendente do BNDES.

Infraestrutura

O BNDES para financiamento na área de infraestrutura cresceram 26% em 2017, em relação ao ano anterior, alcançando R$ 19,45 bilhões, enquanto os desembolsos para o setor evoluíram 13% na mesma comparação, com total de R$ 19,83 bilhões. “É um crescimento significativo. Mesmo em um cenário de crise econômica, conseguimos aprovar novos projetos, o que vai dar uma perspectiva de manter os desembolsos elevados nos próximos anos e, também, este ano, já alcançar um crescimento dos desembolsos dessa ordem”, disse a diretora da área de Infraestrutura da instituição, Marilene Ramos. 

Marilene está confiante que haverá recursos para atender toda a demanda, mesmo que o banco tenha que devolver parte significativa de dinheiro este ano ao Tesouro Nacional. “Por enquanto, isso não representa uma efetiva ameaça”. A diretora esclareceu que, além de ter fontes tradicionais de recursos, o BNDES tem capacidade de buscar outras fontes para continuar financiando o desenvolvimento do país e, principalmente, o setor de infraestrutura, “onde o Brasil é tão deficiente”. Ela afirmou que a devolução de R$ 130 bilhões ao Tesouro não está definida. O assunto é tratado pela presidência do banco.

A diretora afirmou que a entrada em vigor este mês da Taxa de Longo Prazo (TLP), que substituiu a antiga Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada pelo banco em suas operações, não foi sentida pela instituição com uma fuga dos requisitantes de financiamento. “Eles continuam nos procurando, trazendo projetos, mesmo em um cenário de financiamento em TLP, uma taxa mais próxima de mercado”.

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