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Saúde Os Estados Unidos aprovam nova injeção contra o colesterol alto

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Repatha é um remédio injetável que reduz em 60% os níveis do LDL no sangue. (Crédito: Reprodução)

Reguladores dos Estados Unidos aprovaram a comercialização do Repatha, droga injetável desenvolvida para o tratamento de pacientes com colesterol alto, com risco de doença cardíaca. O Repatha, também conhecido como evolocumab, é fabricado pelo laboratório Amgen e faz parte de uma nova classe de medicamentos inibidores dos PCSK9, anticorpos que atuam no fígado para baixar o colesterol.

O remédio foi aprovado pela FDA (Administração de Alimentos e Fármacos, na sigla em inglês) para pessoas que, por condições hereditárias, têm um alto nível de LDL (lipoproteína de baixa densidade), popularmente chamada de “colesterol ruim”, ou pessoas com artérias obstruídas, que podem vir a ter doenças cardíacas.

Níveis elevados de colesterol LDL no sangue provocam um acúmulo de placas gordurosas nas artérias, aumentando o risco de doenças cardíacas – que matam aproximadamente 610 mil pessoas por ano nos Estados Unidos.

“O Repatha dá uma outra opção de tratamento a pacientes com hipercolesterolemia familiar diagnosticada ou com doença cardiovascular que não tenham conseguido reduzir o colesterol LDL com as estatinas”, disse John Jenkins, diretor do Instituto de Novas Drogas do Centro de Avaliação e Pesquisa sobre Drogas dos EUA.

 

Um estudo sobre o Repatha mostrou que pacientes que tomaram o novo remédio ao longo de 12 semanas tiveram uma redução de 60% dos níveis de LDL, comparados a pacientes que ingeriram placebo.

Os efeitos colaterais incluem infecção respiratória, gripe, dor nas costas e reações como vermelhidão, dores ou hematomas onde a injeção é dada. Alguns pacientes podem ter reações alérgicas, informou a FDA. Um painel consultivo do órgão havia recomendado a aprovação da droga em junho. Em julho, o FDA aprovou o Praluent (alirocumab), da empresa Sanofi e Regeneron Pharmaceuticals.

 

Especialistas afirmam que essas novas drogas podem ser uma alternativa aos populares medicamentos anticolesterol conhecidos como estatinas (Lipitor, Crestor e outros), que não são bem aceitos por todos os pacientes.

Os dados sobre a eficácia desses novos medicamentos no que se refere à redução das doenças cardíacas e ao aumento da expectativa de vida só serão divulgados a partir de 2017.

A indústria farmacêutica diz que essas drogas podem ajudar até 11 milhões de americanos. Analistas apontam que esses remédios podem gerar receitas anuais de até 2,5 bilhões de dólares para cada fabricante. Para o mercado americano, a Amgen informou que o custo do tratamento do Repatha ficará em 14 mil dólares ao ano – o equivalente a 50 mil reais no Brasil. (AG)

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