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Brasil “Os Estados Unidos não estão dando ao Brasil o apoio concreto para combater os incêndios florestais”, disse o ministro da Defesa brasileiro

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"Não houve mais contatos entre os países em relação aos incêndios além da oferta de assistência de Trump", disse o ministro Fernando Azevedo (foto). (Foto: Agência Brasil)

Os Estados Unidos não estão dando ao Brasil o apoio concreto para combater incêndios florestais, apesar da ampla oferta de assistência do presidente Donald Trump , disse neste sábado (24) o ministro da Defesa do Brasil, Fernando Azevedo.

Não houve mais contatos entre os países em relação aos incêndios além da oferta de assistência de Trump feita em um telefonema ao presidente brasileiro Jair Bolsonaro, disse o ministro em uma entrevista coletiva. Chile e Equador também ofereceram ajuda, mas o auxílio não saiu do campo das palavras.

No fim da manhã deste sábado, o ministro Fernando Azevedo, o ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e o Tenente-Brigadeiro do Ar Raul Botelho, chefe Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, anunciaram como serão as ações na Amazônia.

Salles pediu a ajuda dos estados para o combate às queimadas que destroem a floresta amazônica. O encontro veio na esteira das críticas internacionais a respeito da atuação brasileira em meio ao fogo que consome a floresta.

Após o encontro ministerial, Salles falou com a imprensa. Durante sua apresentação, ele pontuou que, com a assinatura da GLO (Garantia da Lei e da Ordem) e a participação das Forças Armadas, a situação tende a melhorar.

“Temos pedido aos estados, desde o começo do ano, que nos apoiem na fiscalização e no controle das queimadas. Não é possível desenvolver medidas de controle sem o apoio estadual”.

Salles também destacou que a participação do ministério da Defesa para o combate aos incêndios vai contribuir para que a situação seja controlada. “Agora, com a GLO e a participação da Defesa, teremos muita efetividade naquilo que estamos fazendo”.

Verba

O ministro Fernando Azevedo afirmou ainda que o governo deve liberar até R$ 28 milhões como medida emergencial para apoio ao combate às queimadas na região amazônica.

Azevedo e Silva explicou que, do quadro de 44 mil homens das Forças Armadas atualmente na Região Norte, a quantidade que vai atuar dependerá da demanda de cada Estado. O ministro explicou que, inicialmente, 700 homens que já atuavam em Rondônia empregados no Estado. O principal reforço de outras regiões do País é o de aviões e helicópteros, que poderão ser utilizados em diversas áreas na Amazônia Legal.

“O efetivo é por demanda. Qual é a missão, e a delimitação da área? Então a nossa missão é usar o efetivo mais próximo, se a primeira missão é em Porto Velho. Vamos fazer concentração estratégica vindo de outras áreas da região amazônica, e o deslocamento de outras regiões vai ser de meios aéreos para o emprego na região”, destacou Azevedo e Silva.

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