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Brasil Os filhos de Bolsonaro roubaram a cena na posse presidencial

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Carlos foi o único filho a acompanhar Bolsonaro e a primeira-dama no carro oficial durante a posse do presidente, em janeiro. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Os filhos de Jair Bolsonaro (PSL) “roubaram a cena” na posse do pai como presidente da República na terça-feira (1º). O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) ficou quase todo o tempo próximo ao pai, assim como os seis seguranças que acompanharam o carro do presidente no desfile pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Carlos ficou sentado atrás do pai e da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, no Rolls Royce presidencial. O irmão Eduardo Bolsonaro diz que o vereador pegou carona no veículo por ser o “pitbull da família”.

O termo “pitbull” foi usado por Jair Bolsonaro para homenagear o filho no último dia 7, aniversário de Carlos. “Meu PitBull, obrigado por sempre estar por perto, jamais querendo aparecer ou ter ganhos pessoais.” Carlos é o segundo filho mais velho de Bolsonaro e foi o primeiro dos descendentes do presidente a entrar para a política — candidatou-se e foi eleito vereador do Rio com apenas 17 anos, cargo que ocupa hoje pelo PSC-RJ. Durante a campanha eleitoral, ele foi responsável pela manutenção das redes sociais do pai agora presidente e se afastou da equipe de transição depois de atritos com aliados.

Indagado se havia ficado com ciúmes por não ter se juntado ao desfile no carro, Eduardo disse: “Eu? Do quê? É o meu irmão!”. Na chegada ao Congresso, Carlos se manteve sério, mas se juntou aos irmãos nas bancadas do plenário da Câmara. O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) não parava de filmar a cerimônia, assim como Eduardo Bolsonaro, que fazia análises políticas e, aqui e ali, filmava com dois celulares.

O estudante Jair Renan Bolsonaro manteve a discrição e evitou comentar qual seria o programa depois da posse. Flávio Bolsonaro e ele achavam que, depois de tudo, o jeito era voltar para a Granja do Torto, onde a família estava hospedada.

Eduardo se mostrava cauteloso. Ele se lembrou da necessidade de o governo ter outro tipo de relação com o Congresso. Ele disse que o chamado “toma-lá-dá-cá” é um “caminho tortuoso”. A expressão se refere ao apoio político dado por parlamentares em troca de emendas no orçamento, verbas e cargos para aliados políticos. Em conversa com jornalistas, Eduardo destacou a “responsabilidade” de o governo resolver os problemas do País.

O deputado lembrou que o governo não deve entrar na disputa pelo comando da Câmara, cujo presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tenta a reeleição a contragosto da bancada do PSL. Para Eduardo, é preciso pensar nas votações importantes que virão e não perder o diálogo com os parlamentares. Ele disse que ainda não há decisão sobre quem vai ser o líder do governo ou do PSL. Tampouco respondeu sobre quando deve ser votada a reforma da Previdência: “Tem que falar com o [ministro da Economia] Paulo Guedes”.

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