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Brasil Os inquéritos instaurados pela Polícia Federal por causa da greve dos caminhoneiros já chegam a 48

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Bolsonaro manifestou sua contrariedade a interlocutores, já que a nomeação de Marun contraria a intenção de nomear técnicos também para cargos do segundo escalão. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

A PF (Polícia Federal) instaurou 48 inquéritos para apurar possíveis crimes praticados durantes as manifestações dos caminhoneiros por todo o Brasil. As investigações miram diversos tipos de crimes que vão desde ao chamado locaute, quando os patrões incentivam a paralisação com objetivo de alcançar interesses próprios, até casos de obstrução de vias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da Agência Brasil.

As investigações estão em andamento em vários Estados, mas cada uma delas tem um tempo próprio. O jornal O Estado de S. Paulo mostrou que no final de semana a Justiça de Goiás negou o pedido de busca e apreensão elaborado pela PF no âmbito de uma dessas investigações. Nesse caso, os alvos eram os sócios e o gerente de um posto de gasolina que estariam apoiando os manifestantes.

Além dessa decisão em Goiás, o jornal O Estado de S. Paulo apurou que ao menos duas foram expedidas em outros Estados. Todas são mantidas em sigilo. Na PF, esses pedidos são vistos como normais dentro das apurações e devem ser feitos pontualmente nos casos em andamento levando em conta o tempo necessário de acordo com a complexidade da investigação.

Segundo fontes ouvidas pelo Estado, como os inquéritos são recentes, alguns devem ser encerrados mais rapidamente e outros devem demorar um pouco mais.

Outro caso com atuação da PF envolveu um agente da própria corporação. O agente Fabricio Bassetti Moraes, da PF no Paraná, foi preso em flagrante após aparecer em vídeo distribuindo cigarros contrabandeados que haviam sido apreendidos.

Em coletiva na tarde desta terça-feira (29), o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que uma operação policial para desobstruir rodovias no Maranhão prendeu sete manifestantes que não eram caminhoneiros.

“É prova de que as palavras do presidente da Abcam são certas. Existe sim infiltração indevida no movimento”, disse Marun, em uma referência às declarações dadas na segunda-feira (28) pelo presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, que relatou que havia um grupo muito forte de intervencionista infiltrados.

Direito democrático

Marun disse que todos têm o direito democrático de se manifestar, seja a favor da intervenção militar ou da volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao poder, mas defendeu que o bloqueio de estradas não é aceitável.

O ministro se referia às manifestações que ocorrem nas estradas que, segundo ele, começaram com a paralisação dos caminhoneiros, mas agora há infiltrados com interesses políticos.

“O Brasil é uma democracia. Pode existir um movimento ‘Volta Lula’, um movimento ‘Fora Temer’, pode existir. Isso é da democracia. Um movimento ‘Intervenção já’. A democracia protege até aqueles que se manifestam contra a democracia. O que não pode é nenhum desses movimentos trancar estradas e provocar o desabastecimento. Isso é crime”, disse.

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